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sábado, 13 de novembro de 2010

Arsenal e Chelsea seguem sobrando na Liga dos Campeões

Nesta terça-feira, pela abertura da 2ª rodada da fase de grupos da UEFA Champions League, duas equipes ingleses entraram em campo e venceram sem maiores problemas.

A tarefa mais simples foi a do Chelsea, que definiu sua vitória em 28 minutos sobre o Olympique de Marseille, no Stamford Bridge, pelo Grupo F.

Carlo Ancelotti, sabedor de que o Chelsea será primeiro do grupo, se deu ao luxo de escalar Yuri Zhirkov, no meio campo pela esquerda, e Gaël Kakuta, como atacante pela direita num 4-3-3. A linha de frente, diga-se, foi toda francesa: Kakuta, Anelka e Malouda.

John Terry abriu o placar aos 7 minutos, desviando escanteio cobrado por Kakuta. Aos 28 minutos, Michael Essien fez o cruzamento e a bola desviou na mão do zagueiro Stéphane Mbia, e o árbitro Frank de Bleeckere assinalou pênalti, que Anelka converteu, dando números finais ao confronto.

Com 6 pontos, os Blues agora fazem dois duelos contra o Spartak Moscou, que também tem 100% de aproveitamento. A primeira partida, dia 19/10, aconteceu em Moscou, enquanto a volta é no dia 03/11.

- Partizan 1 x 3 Arsenal

A tarefa do Arsenal não foi fácil, mas a vitória acabou vindo sem maiores sustos por circunstâncias da partida.

Com muitas desfalques (pra variar), Arsène Wenger jogou no 4-2-3-1, com Jack Wilshere, costumeiro volante, jogando no papel de armador, na função que geralmente é o lesionado Cesc Fabregas quem faz.

E foi do jovem meia que surgiu o primeiro gol, aos 15 minutos, com passe de calcanhar para Andrei Arshavin abrir o placar.

O excelente atacante brasileiro Cléo, que nas fases eliminatórias marcou 8 gols, empatou o jogo para o Partizan, cobrando pênalti em que Denílson colocou a mão na bola, aos 33 minutos.

O lance que mudou a partida veio aos 11 minutos da etapa final, com o defensor Marko Jovanovic fazendo pênalti em Marouane Chamakh e sendo expulso. Na cobrança, Vladimir Stojkovic pegou a cobrança de Arshavin.

Já superou na partida, com um homem a mais os Gunners tiveram domínio ainda maior, e ampliaram com Chamakh, aos 26, e Sebastien Squillaci, aos 37 minutos, ambos de cabeça. Ainda deu tempo de Lukasz Fabianski, de estranha boa partida, defender cobrança de pênalti de Cléo.

A situação do Grupo H é idêntica ao grupo do Chelsea: Arsenal e Shakhtar Donetsk com 6 pontos e se enfrentam duas vezes agora: dia 19/10 em Londres e dia 03/11 em Donetsk.

Quarta-feira é a vez dos outros ingleses entraram em campo. O Manchester United entra ligeiramente pressionado diante do Valencia, no Mestalla, após empatar em casa com o Rangers na estreia. Já o Tottenham, após bom empate em Bremen, recebe o Twente.
Postado por André Renato às 21:48 1 comentários
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O que fizeram os clubes ingleses nas competições europeias

A terceira semana de setembro marcou o início da Liga dos Campeões e Liga Europa, e nelas seis clubes ingleses entraram em campo. Destaca-se o fato de nenhuma ter perdido, com quatro vitórias e dois empates.

Uma breve análise do que cada uma fez.


Champions League:

- Werder Bremen 2 - 2 Tottenham

Numa visão prévia, o empate era considerado bom resultado para os Spurs, mas ficou um gosto amargo, já que em 18 minutos venciam por 2 x 0, gols de Pasanen (contra) e Peter Crouch, de cabeça, num senhor cruzamento de Rafael Van der Vaart.

Harry Redknapp disse antes da partida que seria suicídio jogar no 4-4-2, citando a surra que a Inglaterra levou na Copa para a Alemanha, e de fato o treinador alterou o esquema, atuando com Jenas e Huddlestone de volantes e uma linha de três armadores formada por Lennon, Van der Vaart e Bale.

Na próxima rodada a equipe londrina recebe o Twente, que estreou também com empate por dois gols, diante da campeão Inter, em Enschede.

- Manchester United 0 - 0 Rangers

O Manchester vai se classificar, mas esse empate com os escoceses pode dar um susto para assegurar a primeira colocação, pois na rodada que vem há uma complicada visita a Valencia, que meteu quatro na Turquia sobre o Bursaspor.

E por falar em Valencia... O dos Red Devils, Antonio, sofreu uma grave lesão, com fratura e danos aos ligamentos do tornozelo.

Com um time praticamente todo reserva quem mais apareceu foi Darron Gibson, com perigosos chutes de fora da área.

- Zilina 1 - 4 Chelsea

Carlo Ancelotti preservou alguns titulares, mas sem o exagero de Alex Ferguson, mantendo uma base titular, e passou fácil pela equipe eslovaca, que só fez um gol porque Ivanovic e Alex bateram cabeça.

Michael Essien voltou a marcar, ele que no final de semana já havia deixado dois contra o West Ham e aparenta estar plenamente recuperado das lesões que atrapalharam sua carreira nas duas últimas temporadas.

Na próxima rodada os Blues estreiam no Stamford Bridge recebendo o Olympique de Marseille, que foi surpreendido em casa pelo Spartak Moscou.

- Arsenal 6 - 0 Braga

Se o Braga era um dos estreantes na Liga dos Campeões, o Arsenal já fez a devida questão de apresentá-lo ao maior torneio de clubes do mundo.

A missão foi facilitada graças a um tolo pênalti do goleiro Felipe, ex-Corinthians, logo aos 8 minutos, que Fabregas bateu e fez. O espanhol, aliás, foi o dono da partida marcando dois gols e participando de outros dois.

Na próxima rodada vai a Belgrado enfrentar o Partizan, que estreou perdendo para o Shakhtar Donetsk, na Ucrânia, por 1 a 0.


Europa League:

- Salzburg 0 - 2 Manchester City

Vindo de dois tropeços patéticos na Liga Inglesa pra quem investiu tanto, a vitória na Áustria dá um alívio ao time de Roberto Mancini. Nem tanto pelo triunfo em si, mas pela forma consistente com que a equipe atuou, com destaque para David Silva, dono do meio campo.

O brasileiro Jô, que parece ter moral com Mancini, fez ótima partida e participou dos dois gols, fazendo o pivô pra Silva no primeiro e marcando o segundo, após pegar rebote do goleiro em bomba de Carlos Tevez.

O City tem um jogaço na próxima rodada, recebendo a multicampeã italiana Juventus, que vem de tropeço em casa empatando com o Lech Poznan, da Polônia.

- Liverpool 4 - 1 Steaua Bucareste

Apesar do placar sugerir facilidade, o jogo não foi de todo fácil, ainda que Joe Cole tenha feito um gol com 27 segundos, mas 12 minutos depois já estava 1 a 1.

Mas a equipe romena desapareceu no segundo tempo, ainda que o Liverpool fez o segundo gol num pênalti que só o árbitro viu (se viu...) sobre Kyrgiakos, que Ngog bateu. Lucas fez um belo gol de fora da área, e Ngog fechou o placar.

Na próxima rodada uma complicada visita ao Utrecht, que segurou o 0 a 0 frente ao Napoli na Campania.
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domingo, 22 de agosto de 2010
3 jogos, 20 gols; Chelsea começa temporada como terminou: sobrando
(www.chelseafc.com)

Ao Chelsea, parece não ter havido fim de temporada. A última rodada da Premier League 2009/10 marcou um inacreditável 8 x 0 sobre o Wigan.

Início da temporada 2010/11, e nas duas primeiras rodadas vitórias de 6 x 0 sobre West Bromwich e novamente sobre o pobre Wigan.

E a partida não começou simples para o time de Carlo Ancelotti, era o Wigan quem tinha o domínio territorial e de posse de bola. Tudo acabou aos 34 minutos, com o gol de Florent Malouda. A goleada começou a se desenhar logo no início do segundo tempo, com dois rápidos gols de Nicolas Anelka.

O suplente Salomon Kalou, duas vezes, e Yossi Benayoun, marcando seu primeiro gol com a camisa dos Blues, fecharam a goleada.

O Wigan parece disposto a ultrapassar a marca dos 79 gols sofridos na temporada passada, em dois jogos sofreu 10 gols, sendo uma inexplicável goleada para o Blackpool por 4 x 0, jogando em casa.
Arsenal 6 x 0 Blackpool

Mais uma goleada que não parecia que iria acontecer. O Blackpool começou a partida em cima, se aventurando ao campo ofensivo, com Taylor-Fletcher e Grandin aberto pelos flancos e Harewood no ataque. Mas a inspiração de Theo Walcott acabou com os Tangerines, ao marcar o primeiro hat-trick de sua carreira.

Quem também conseguiu algo pela primeira vez foi Marouane Chamakh, marcando seu primeiro gol com a camisa do clube londrino. Andrey Arshavin e Abou Diaby completaram a goleada.

Stoke City 1 x 2 Tottenham

Vencer no Britannia Stadium é tarefa das mais enjoadas, e o Tottenham conseguiu. Ou melhor, Gareth Bale conseguiu, marcando os dois gols. O primeiro sem querer, com Ryan Shawcross chutando a bola em seu rosto e entrando, mas o segundo gol foi mágico, uma pintura. Ricardo Fuller, em má saída do gol de Gomes, marcou para os Potters.

O Stoke reclama demais de um lance aos 42 minutos do segundo tempo, em que uma bola cabeceada por Jon Walters não teria sido evitada de ultrapassar a linha por Peter Crouch. Aparentemente, a reclamação procede.

Everton 1 x 1 Wolverhampton

O Everton está disposto a repetir, de novo, seus péssimos inícios de campeonato. David Moyes não parece disposto a abrir mão do seu esquema com um atacante, mesmo enfrentando uma equipe inferior e tendo a opção de Louis Saha e Jermaine Beckford. Começou com o segundo como titular, e o trocou pelo francês aos 26 minutos, quando vencia por 1 x 0, gol de Tim Cahill. Aos 29, veio o empate do Wolves com Ebanks-Blake. e aí Moyes já não tinha opções ofensivas no banco.

West Ham 1 x 3 Bolton

É a sétima vitória consecutiva do Bolton sobre o West Ham. Gols de Matthew Upson (48'), contra, e Johan Elmander (68' e 84') marcaram para os visitantes, enquanto Mark Noble (79'), de pênalti, marcou para os Hammers, que seguem sem pontuar.

Birmingham 2 x 1 Blackburn

Empate fora de casa com o Sunderland e vitória sobre o Blackburn. O Birmingham já dá provas de que, mais uma vez, fará uma campanha segura, sem qualquer risco de brigar contra rebaixamento. Craig Gardner (57' e 71') marcou duas vezes, enquanto Steven Nzonzi (54') fez para o Blackburn.

O momento mais interessante foi a estreia de Matt Derbyshire como reforço do Birmingham. O jogador foi revelado pelo Blackburn, onde atuou duas temporadas até ser vendido ao Olympiacos, da Grécia, que, passada uma temporada, emprestou o atacante aos Blues.

West Bromwich 1 x 0 Sunderland

Depois dos 6 x 0 sofridos para o Chelsea na primeira rodada, o WBA se recuperou com uma interessante vitória sobre o Sunderland, gol do nigeriano estreante Peter Odemwingie.


A rodada se completa com jogos domingo, entre Fulham x Manchester United e Newcastle x Aston Villa, e segunda-feira, com o promissor embate entre Manchester City x Liverpool.
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Balanço da temporada - Arsenal

Com uma pausa para a Copa do Mundo, o Papo de Pub volta com sua coluna fazendo um balanço geral da campanha dos 20 times da Premier League. Começando com Chelsea e Manchester United, hoje é a vez do Arsenal.


Arsenal FC
Treinador: Arsène Wenger
Colocação: 3º (mandante: 3º / visitante: 4º)
Principal jogador: Cesc Fabregas
Decepção: Mikäel Silvestre
Artilheiro: Cesc Fabregas (15 gols)
Mais partidas: Bacary Sagna (35)
Campanha: 23 V, 6 E, 9 D, 83 GP, 41 GC
Avaliação: regular


- Premier League

Antes do campeonato começar, havia um sentimento de pessimismo no lado vermelho de Londres, tido como a quarta força. A preocupação fazia sentido, pois foi, do 'big four', quem menos investiu.

E veio uma avassaladora estreia, fazendo 6 x 1 no Everton, fora de casa, e viu-se que o trabalho de Arsène Wenger poderia, mais uma vez, surpreender. E a campanha foi, de fato, surpreendente: na 31ª rodada, o Arsenal se encontrava na terceira colocação, mas a dois pontos do líder Chelsea.

Nas duas rodadas seguintes, tropeço em Birmingham e vitória aos 49 minutos do 2º tempo contra o Wolverhampton. Na 34ª rodada, o fim da Premier League para os Gunners: derrota pro 2 x 1 para o arqui-rival Tottenham, resultado que fez o Chelsea abrir 6 pontos, e polarizando a disputa com o Manchester United.

- Liga dos Campeões

A fase de grupos foi quase um treino de luxo para o time de Arsène Wenger. Venceu o Standard Liège por duas vezes, empatou e ganhou do AZ Alkmaar e ganhou e perdeu do Olympiacos, se classificando com 13 pontos, em primeiro lugar.

Nas oitavas-de-final, duelo contra o Porto. No Estádio do Dragão, um mau jogo dos Gunners, e derrota por 2 x 1 (gol de Sol Campbell). Porém, no Emirates Stadium, comandado por Nicklas Bendtner, autor de três gols, o Arsenal goleou por 5 x 0, garantindo sua passagem a fase seguinte.

Aí, como se diz, o "buraco era mais embaixo". Duelo contra o atual campeão, Barcelona. A partida de ida, em Londres, foi um massacre espanhol como poucas vezes se viu no futebol, com o Barça criando dezenas de chances num pequeno espaço de tempo, parando nos milagres de Manuel Almunia. No início do segundo tempo, com 2 gols de Ibrahimovic, o time catalão parecia assegurar a vaga, mas Walcott e Fabregas empataram o jogo.

No Camp Nou, deu a lógica, e por goleada: 4 x 1, com todos os gols anotados por Lionel Messi.

- Copa da Inglaterra

Após derrotar o rival West Ham, fora de casa, na 3ª eliminatória, caiu na seguinte, diante do Stoke City, por 3 x 1.

- Copa da Liga Inglesa

Eliminando West Bromwich e Liverpool, parou nas quartas-de-final, derrotado pelo Manchester City por 3 x 0.


Time-base(4-2-3-1):
Almunia; Sagna, Gallas, Vermaelen e Clichy; Song-Billong e Diaby; Nasri, Fabregas e Arshavin; Bendtner.
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
Chamakh oficialmente apresentado pelo Arsenal

O Arsenal oficializou nesta sexta-feira a contratação do atacante marroquino Marouane Chamakh, ex-Bordeaux, vindo em transferência sem custos para os Gunners.

Chamakh já era sonho antigo do técnico Arsène Wenger, com forte especulação sobre sua vinda para Londres já na janela de meio de temporada, o que acabou não acontecendo. Sem poder contar com Robin van Persie e com instáveis exibições de Nicklas Bendtner, Wenger foi duramente criticado por não ter trazido um centroavante para a segunda metade da temporada.

Em entrevista ao site oficial do clube, o novo reforço diz: "Meu objetivo sempre foi jogar na Premier League e o Arsenal foi a escolha do meu coração. Sem nenhuma exitação, o Arsenal era meu clube preferido", já que também havia sondagens de Liverpool e Tottenham.

Chamakh se junta ao grupo em julho, no período de pré-temporada.
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Arsenal perde para Blackburn e adia vaga na LC

No fechamento da 37ª rodada, o Arsenal visitou o Blackburn com a tarefa de conquistar ao menos um ponto, para garantir a terceira colocação e vaga direta na Liga dos Campeões, mas saiu de campo derrotado por 2 x 1, de virada.

Os Gunners abriram o placar aos 13 minutos, com Robin van Persie completando desvio de Bacary Sagna, após cobrança de escanteio da esquerda. Foi o oitavo gol do holandês em 15 partidas nessa temporada na Premier League, o primeiro desde que voltou de grave lesão que o afastou dos gramados por quatro meses.

O jogo seguiu com um ritmo lento, quase chato, a ponto da geradora inglesa localizar dois torcedores dos Rovers dormindo. Provavelmente acordaram aos 43 minutos com o canto da torcida: também em cobrança de escanteio, Lukasz Fabianski saiu mal, a bola sobrou para Keith Andrews bater cruzado e encontrar David Dunn no segundo poste, quase debaixo do gol, para empatar a partida.

Na volta do intervalo, a partida realmente passou a ficar interessante, especialmente quando Sam Allardyce tirou o volante Vincenzo Grella e colocou o meia atacante David Hoilett. Em sua primeira aparição, obrigou Fabianski a ótima defesa.

Porém, aos 23 minutos, Fabianski foi mal: no terceiro gol de escanteio na partida, Morten Gamst Pedersen cruzou fechado, o goleiro polonês não saiu pra definir o lance - também atrapalhado por Sol Campbell - e o zagueiro Christopher Samba virou a partida para os Rovers.

Arsène Wenger ainda tentou o empate, tirando Emmanuel Eboué e colocando Eduardo da Silva, mas o placar terminou mesmo em 2 x 1, resultado que levou o Blackburn ao 10º lugar.

O Arsenal ainda pode assegurar a terceira colocação antes da última rodada, caso a partida entre Manchester City x Tottenham, nesta quarta-feira, termine empatada. O pior cenário para os Gunners é numa eventual vitória do Tottenham, o que tiraria a diferença entre os maiores rivais londrinos para dois pontos, obrigando o Arsenal a ter que vencer o Fulham na última rodada, no Emirates Stadium, enquanto os Spurs visitam o rebaixado Burnley.


Ficha da partida:

Blackburn: Paul Robinson; Salgado, Samba, Nelsen e Givet; Keith Andrews, Grella(Hoilett), Dunn(Phil Jones), Gamst Pedersen e Olsson; Jason Roberts.
Téc.: Sam Allardyce.

Arsenal: Fabianski; Sagna, Sol Campbell, Silvestre e Armand Traoré; Eboué(Eduardo da Silva) e Diaby; Walcott, Nasri e Vela(Arshavin); Van Persie.
Téc.: Arsène Wenger.
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Marcadores: Arsenal, Blackburn
domingo, 25 de abril de 2010
Arsenal fora da briga pelo título; West Ham praticamente livre da queda

Arsenal 0 x 0 Manchester City (ficha da partida)

Jogando suas últimas cartadas num distante sonho de conquistar a Premier League, o Arsenal viu qualquer possibilidade ir embora neste sábado, ao apenas empatar por 0 x 0 com o Manchester City, no Emirates Stadium, e agora já não pode mais alcançar a liderança - se o Chelsea vencer o Stoke, neste domingo, nem a segunda colocação estará mais ao alcance dos Gunners.

O empate não foi bom também para o Manchester City, que pode cair pra sexta colocação se o Aston Villa vencer o Birmingham, apesar do City ter um jogo a menos que o Villa (justamente um duelo contra o Tottenham). Pior do que a questão matemática é a séria lesão de Shay Given, que precisou sair de campo na maca e recebendo oxigênio, após fazer defesa num chute de fora da área do francês Abou Diaby e cair de mau jeito. O goleiro irlandês está fora da temporada. Em seu lugar entrou Gunnar Nielsen, 23 anos, das Ilhas Faroe.


West Ham 3 x 2 Wigan (ficha da partida)

Foi difícil, mas o West Ham conseguiu os três pontos em duelo direto contra o rebaixamento ao bater o Wigan por 3 x 2. Se o Burnley não derrotar o Liverpool, neste domingo, os Hammers estão virtualmente salvos da despromoção, já que o Hull City poderia no máximo igualar seus 34 pontos, mas precisaria tirar 23 gols de saldo em duas rodadas, o que, obviamente, não fará.

Jonathan Spector, contra, colocou o Wigan em vantagem logo aos quatro minutos, mas a virada veio ainda na primeira metade de jogo, com o brasileiro Ilan e o tcheco Radoslav Kovac. No começo do segundo tempo, Hugo Rodallega empatou novamente a partida, mas Scott Parker, aos 32 minutos, deu a vitória aos londrinos com um chute de fora da área.

Hull City 0 x 1 Sunderland (ficha da partida)

O desesperado Hull City recebeu o Sunderland e praticamente sacramentou seu rebaixamento ao ser derrotado por 1 x 0, gol de Darren Bent, logo aos sete minutos. As chances de não cair são meramente matemáticas, já que não pode mais ultrapassar o West Ham, 17º colocado, precisando tirar 23 gols de saldo em duas rodadas. Hull rebaixado.

Wolverhampton 1 x 1 Blackburn (ficha da partida)

Apesar de já estar longe da real disputa contra o rebaixamento, o empate diante do Blackburn afastou ainda mais as chances de despromoção para o Wolves - se o Burnley for derrotado amanhã, matematicamente o time de Mick McCarthy está garantido na Premier League 2010/11. Ryan Nelsen fez o gol dos Rovers, enquanto Ebanks-Blake empatou para o time da casa.

Bolton 2 x 2 Portsmouth (ficha da partida)

Outro com pequenas chances de rebaixamento, o Bolton tinha tudo pra confirmar sua permanência na elite, mas o empate diante do já rebaixado Portsmouth adiará isso em uma rodada - ou, tal qual o caso acima, o Burnley não vença o Liverpool amanhã. Ivan Klasnic e Kevin Davies deram a vantagem ao Bolton, mas o marfinense Aruna Dindane empatou para o Pompey.
Postado por André Renato às 02:05 0 comentários
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domingo, 18 de abril de 2010
Arsenal perde de virada para o Wigan e dá adeus a luta pelo título
Wigan 3 x 2 Arsenal
De maneira vexatória e com um frango de Fabianski, o Arsenal perdeu neste domingo fora de casa para o Wigan, de virada, por 3 a 2, e com isso deu adeus ao título da Premier League nesta temporada.

Precisando mais do que nunca da vitória, Arsène Wenger levou em campo uma formação tática ousada. Ele colocou Walcott como ponta direito, Nasri na esquerda e Bendtner como centroavante. Já Roberto Martinez, técnico do Wigan, optou por uma ordem tática mais preocupada em se defender e só com Marcelo Moreno sendo o homem de referência no ataque.

Por isso, na primeira etapa o que se viu foi uma partida típica de time grande contra um pequeno. O Arsenal dominou amplamente, mas pecava bastante no último passe, enquanto o Wigan não conseguia aproveitar as brechas na defesa de seu adversário.

A principal arma dos gunners no jogo foi o lado direito com Theo Walcott e foi por ali que surgiu o lance do primeiro gol. Bendtner recebe a bola e toca em velocidade, Walcott, mesmo marcado, abre o placar aos 40 minutos da primeira etapa.

No segundo tempo e em desvantagem no marcador, quando o Wigan ameaçou pressionar, o Arsenal chegou ao seu segundo gol. Em escanteio pela direita, Silvestre sobre livre e faz 2 a 0.

Com o segundo gol, o Arsenal passou a somente administrar e quase não levou perigo ao adversário. Já o Wigan, passou a atacar mais pelo lado direito de seu ataque, no setor de Nasri e Rosicky, que não marcavam.

Aos poucos, o Wigan foi chegando e conseguiu diminuir a vantagem aos 35 minutos, com Watson.

O gol deu um ânimo a mais aos donos da casa, que empurrados por sua torcida, chegaram ao empate com Bramble, após falha de Fabianski.

O que parecia ser impossível na primeira etapa aconteceu. Aos 45 minutos, N'Zogbia, que fez uma excelente partida no segundo tempo, acerta um chutaço de fora da área e decreta a primeira vitória do Wigan na história da Premier League sobre o Arsenal.

Ficha da partida:

Wigan: Kirkland; Melchiot, Gohouri, Bramble e Figueroa; James McCarthy e Diame; N'Zogbia, Ben Watson(Scharner) e Rodallega; Marcelo Moreno(Moses).
Téc.: Roberto Martínez.

Arsenal: Fabianski; Sagna, Sol Campbell, Silvestre e Clichy; Eastmond(Van Persie) e Diaby; Walcott(Eboué); Nasri, Rosicky(Fran Mérida), Bendtner.
Téc.: Arsène Wenger.

Abraços a todos, Jessica Corais
Postado por Jessica Corais às 19:21 0 comentários
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Tottenham vence Arsenal e cola no G-4; Aston Villa dá adeus a LC

No grande clássico da 34ª rodada, o Tottenham recebeu o Arsenal e venceu por 2 x 1, resultado que praticamente mata quaisquer chances dos Gunners de buscar o título inglês, e, de quebra, coloca os Spurs a um ponto do Manchester City, quarto colocado e atual detentor da última vaga para a próxima Liga dos Campeões.

Os dois times entraram em campo repleto de desfalques importantes, como Corluka, Palacios e Kranjcar, pelo Tottenham, e Gallas, Fabregas e Arshavin, pelo Arsenal. Pra piorar as coisas pro time de Arsène Wenger, o zagueiro Thomas Vermaelen precisou ser substituído logo aos 20 minutos de partida, com uma lesão muscular, substituído por Mikael Silvestre.

Os Spurs abriram o placar aos 10 minutos de partida, numa obra-prima do garoto Danny Rose, 19 anos, fazendo sua primeira aparição como titular. Surpresa entre os 11 iniciais, o garoto aproveitou o soco na bola de Manuel Almunia e, de primeira, na intermediária, fez um dos gols mais bonitos da temporada inglesa.

Irreconhecível na partida, o Arsenal não conseguia levar perigo ao gol rival, e o Tottenham perdeu algumas oportunidades de aumentar o marcador na primeira etapa, mas isso não aconteceu.

Porém, antes de serem completados dois minutos da segunda etapa, veio o gol: passe preciso de Jermain Defoe para Gareth Bale, nas costas de Silvestre; o galês tocou na saída de Almunia, aumentando o placar. O time de Harry Redknapp mandava na partida a tal ponto que a sensação era de que, se mantivesse o ritmo, haveria uma goleada no White Hart Lane.

Wenger promoveu as entradas de Theo Walcott e do holandês Robin Van Persie, após 5 meses longe dos gramados. De imediato, o Arsenal cresceu na partida. Em sua primeira aparição, Van Persie ajeitou no peito e acertou belo voleio, para monumental defesa de Gomes. Era o começo de uma série.

Três minutos depois, o holandês cobrou falta da entrada da área, e Gomes foi buscar no ângulo, numa defesa espantosa. Na cobrança do escanteio, Sol Campbell cabeceou e Gomes operou o terceiro milagre seguido, espalmando a bola para o travessão.

Mas, no minuto seguinte, veio o gol: Van Persie abriu na direta com Walcott, que cruzou rasteiro, encontrando Nicklas Bendtner para diminuir a vantagem, aos 40 minutos.

Mostrando rara maturidade, o Tottenham soube controlar bem a tentativa de pressão do Arsenal, segurando o 2 x 1 e quebrando um tabu de 20 jogos sem que vencessem seu maior rival pelo Campeonato Inglês.

Na próxima rodada, o Tottenham tem outra pedreira em seu estádio: o líder Chelsea. Já o Arsenal tem uma boa oportunidade de reação, em visita ao Wigan.


Ficha da partida:

Tottenham: Gomes; Kaboul, Michael Dawson, Ledley King e Assou-Ekotto; Huddlestone, Danny Rose(Bentley) e Gareth Bale; Modric; Pavlyuchenko(Crouch) e Defoe(Gudjohnsen).
Téc.: Harry Redknapp.

Arsenal: Almunia; Sagna(Walcott), Sol Campbell, Vermaelen(Silvestre) e Clichy; Denílson(Van Persie) e Diaby; Eboué, Nasri e Rosicky; Bendtner.
Téc.: Arsène Wenger.


Aston Villa 2 x 2 Everton (ficha da partida)

Jogando suas últimas fichas no sonho de vaga na Liga dos Campeões, o Aston Villa recebeu o Everton e não passou de um empate por 2 x 2, buscado já nos acréscimos. O destaque da partida foi Tim Cahill, autor dos gols dos Toffess.

Os visitantes abriram o placar aos 23 minutos do primeiro tempo: Leighton Baines cruzou falta na área e Cahill desviou, placar da primeira etapa.

O empate saiu aos 27 do segundo tempo, quando James Milner cruzou na cabeça de Gabriel Agbonlahor desviar para as redes de Tim Howard. Porém, no minuto seguinte, Diniyar Bilyaletdinov cobrou escanteio e Cahill, de cabeça, recolocou os visitantes em vantagem. A impulsão do meia atacante australiano é impressionante.

Nos acréscimos, Ashley Young cruzou da esquerda e o zagueiro Phil Jagielka, contra, num lance infeliz, igualou o marcador.

Com o empate, o Villa está a sete pontos do quarto colocado, Manchester City, e mantém chances matemáticas, ainda que, nesse momento, deva pensar em se classificar pra Liga Europa, mesma ambição do Everton, oitavo colocado.


Wigan 0 x 0 Portsmouth (ficha da partida)

Ocupando a 17º colocação e enfrentando o já rebaixado Portsmouth, o Wigan não conseguiu somar os três pontos tão vitais a essa altura do campeonato, ainda que o ponto conquistado tenha feito o time de Roberto Martinez ganhar a 16º posição do West Ham, a quatro pontos do Burnley, primeiro dentre os rebaixados.

Já o Portsmouth se deu ao "luxo" de fazer as estreias do meia Matt Ritchie e do defensor Joel Ward, ambos de 20 anos, já visando a campanha na Championship da próxima temporada - e poupando alguns dos titulares, já que o Pompey terá o seu jogo do ano no dia 15 de maio, contra o Chelsea, na decisão da Copa da Inglaterra.
Postado por André Renato às 22:24 0 comentários
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Arsenal é goleado pelo Barcelona e cai na Liga dos Campeões

Atual terceiro colocado e vivo na luta pelo título inglês, o Arsenal não foi páreo para o Barcelona e foi goleado por 4 x 1, na Espanha. Melhor dizendo: não foi páreo para Lionel Messi, de exibição inqualificável, autor dos quatro gols.

Com os vitais desfalques de William Gallas, Andrey Arshavin e, especialmente, Cesc Fabregas, o Arsenal até conseguiu criar uma esperança de vaga aos 18 minutos, quando Nicklas Bendtner abriu o placar, mas bastaram dois minutos para Messi empatar a partida. Depois, aos 37, o argentino recebeu passe de Pedro Rodríguez e aumentou. Fechando o placar da primeira etapa, tocou com absurda categoria por cima de Manuel Almunia, fazendo parecer ser fácil jogar futebol.

Após uma segunda etapa morna, com o Barça parecendo pensar na partida diante do Real Madrid, sábado, e o Arsenal já meio conformado que não iria marcar dois gols, o jogo não teve grandes chances de gol, mas ainda deu pra Messi, aos 43 minutos, fechar a goleada.

Não dá pra fazer conclusões sobre o Arsenal usando como termo essa partida, pois tinha pela frente o melhor time dos últimos anos. Mas fica clara a falta de profundidade do elenco de Arsène Wenger, especialmente no centro da defesa.

O Arsenal terá até a próxima quarta-feira pra assimilar o golpe da eliminação, mas pela frente uma parada complicadíssima no seguimento da luta pelo título: o arqui-rival Tottenham, no White Hart Lane.


Ficha da partida:

Barcelona: Victor Valdés; Daniel Alves, Rafa Márquez, Gabriel Milito e Abidal(Maxwell 53'); Busquets e Xavi; Pedro(Iniesta 86'), Messi e Seydou Keitá; Bojan(Yaya Touré 56').
Téc.: Josep Guardiola.

Arsenal: Almunia; Sagna, Vermaelen, Silvestre(Eboué 63') e Clichy; Denílson e Diaby; Walcott, Nasri e Rosicky(Eduardo da Silva 73'); Bendtner.
Téc.: Arsène Wenger.
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
Liga dos Campeões: Arsenal busca empate diante do Barcelona

Na primeira partida de ida pelas quartas-de-final da UEFA Champions League, o Arsenal recebeu o Barcelona e conseguiu um excelente empate por 2 x 2, após se ver em desvantagem de dois gols, ambos marcados por Zlatan Ibrahimovic, mas Theo Walcott e Cesc Fabregas igualaram o marcador.

Os primeiros 15 minutos de partida foram um massacre por parte da equipe espanhola, e se não fosse o goleiro Manuel Almunia, o Arsenal teria tido a eliminação mais precoce de sua história, não é exagero dizer que o placar do primeiro tempo não seria injusto se fosse três ou quatro a zero pró-Barcelona. Pra piorar as coisas, Arsène Wenger precisou tirar Andrey Arshavin e William Gallas do jogo, por lesão, substituídos por Emmanuel Eboué e Denílson, respectivamente.

Mas aí veio a segunda etapa, e logo aos 20 segundos o gol: Gerard Piqué lançou Ibrahimovic, livre; o sueco se aproveitou da indecisão de Almunia e tocou por cima do espanhol, abrindo, enfim, o placar.

Aos 13 minutos, em nova falha de posicionamento da defesa dos Gunners, Ibra saiu na cara do gol e fuzilou, inapelável para Almunia. Parecia definido o confronto.

Mas aí Wenger fez a alteração que mudou a partida: Theo Walcott no lugar de Bacary Sagna, aos 20 da segunda etapa. Três minutos após entrar, Walcott descontou, entrando em diagonal nas costas de Maxwell.

Aos 38, Cesc Fabregas foi derrubado na área por Carles Puyol (que foi expulso), que o próprio Fabregas bateu. Porém, a cobrança pode ter agrado sua lesão, e existe a chance do meia espanhol do Arsenal e da seleção perder todo restante da temporada.

No final das contas, o empate teve sabor de vitória para o Arsenal, que agora vai ao Camp Nou, na próxima terça-feira, precisando vencer, ou empatar acima de 2 x 2.


Ficha da partida:

Arsenal: Almunia; Sagna(Walcott 66'), Gallas(Denílson 44'), Vermaelen e Clichy; Song-Billong e Diaby; Nasri, Fabregas e Arshavin(Eboué 27'); Bendtner.
Téc.: Arsène Wenger.

Barcelona: Victor Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol e Maxwell; Busquets, Seydou Keitá e Xavi; Messi(Gabriel Milito 87'), Pedro e Ibrahimovic(Henry 77').
Téc.: Josep Guardiola.
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Marcadores: Arsenal, Champions League
terça-feira, 9 de março de 2010
Liga dos Campeões: Arsenal detona vantagem do Porto e avança

Foi mais fácil do que se imaginava. Jogando em casa e com o dever de reverter o 2 x 1 da partida de ida, em Portugal, o Arsenal atropelou o Porto por 5 x 0, com destaque para Nicklas Bendtner, autor de três gols. O dinamarquês, muito contestado após perder um caminhão de gols no final de semana diante do Burnley, deu a volta por cima em grande estilo.

Desde o começo da partida, o Arsenal colocou quase que seu time inteiro no campo de ataque, pressionando o Porto. Com o desfalque de Cesc Fabregas, lesionado, coube a Samir Nasri o papel de principal armador do time, e ele o fez com maestria, um dos grandes nomes da partida. No primeiro gol, aos 9 minutos, foi dele o passe em profundidade para Andrey Arshavin dividir com Hélton e Jorge Fucile e a bola sobrar para Bendtner, de carrinho, marcar o primeiro do que viria a ser uma goleada.

Apesar de já ter conseguido o gol que precisava, o time de Arsène Wenger não diminuiu o ritmo, e seguia pressionando a saída de bola portista, especialmente pela esquerda, com Arshavin. E o time português, assustado, não passava do meio campo. Pra piorar as coisas, Fucile fez jogada inexplicável, entregando nos pés do russo que, com extremo controle de bola, invadiu a área e cruzou para Bendtner marcar seu segundo gol.

No segundo tempo, Nasri, com inveja de Arshavin, pegou a bola pelo flanco direito, fez fila, passando por três marcadores, e fuzilou o goleiro Hélton, no gol mais bonito da noite londrina, e um prêmio a um dos melhores jogadores dos Gunners na partida. E, a partir daí, precisando fazer dois gols, o Porto se entregou, e não tardou a levar o quarto gol, em contra-ataque puxado por Arshavin, contando com nova falha de Fucile, e um passe preciso para Emmanuel Eboué driblar o goleiro e marcar o quarto gol. Fatura liquidada.

Ou quase, pois faltava o gol pra fechar o hat-trick de Bendtner. Eboué invadiu a área pela esquerda e foi derrubado por... Fucile! O dinamarquês, até como forma de premiar sua atuação, foi encarregado da cobrança e não desperdiçou, batendo rasteiro no canto direito.

Com a classificação, o Arsenal agora aguarda o dia 19 pra conhecer o seu adversário, em sorteio. A partir da próxima fase, já estão "liberados" os confrontos de times do mesmo país, e caso Chelsea e Manchester United avancem também, são boas as chances de um confronto inglês nas quartas-de-final.
Postado por André Renato às 23:59 0 comentários
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domingo, 7 de março de 2010
Análise da 29ª rodada da Premier League

Arsenal 3 x 1 Burnley

Mais vivo do que nunca na luta pelo título inglês, o Arsenal venceu o Burnley por 3 a 1, em casa. Na primeira etapa, Fabregas, capitão dos gunners, marcou. No segundo tempo, Nugent empatou, mas Walcott, aos 15, e Arshavin, nos acréscimos, garantiram os três pontos para o time de Arsène Wenger.

Desde os primeiros minutos de partida o Arsenal se impôs em campo, porém quase todas as oportunidades criadas esbarravam na forte marcação do Burney, que se limitava a marcar e pouco contra atacava.

De tanto insistir, o Arsenal chegou ao seu gol com Fabregas, aos 34 da primeira etapa, em belíssimo passe de Nasri. Logo em seguida, o atleta teve que ser substituído por Diaby por conta de uma lesão, que aparentemente não é nada grave.

Em vantagem no placar, o Arsenal teve uma queda de rendimento e não conseguia exercer sua pressão inicial. Entretanto, o gol sofrido logo aos 5 minutos da segunda etapa obrigou o time londrino a mudar esta postura e continuar atacando como fez durante todo o primeiro tempo, principalmente pelo lado direito de seu campo ofensivo, com Theo Walcott.

Mesmo perdendo uma infinidade de gols, a maioria delas com Bendtner, Walcott e
Arshavin tiveram a felicidade de acertarem suas finalizações e fizeram a alegria dos torcedores que compareceram ao Emirates Stadium.

Arsenal: Almunia; Eboué, Vermaelen, Silvestre e Clichy; Denílson, Fabregas(Diaby) e Rosicky(Arshavin); Walcott, Nasri e Bendtner(Eduardo da Silva).
Téc.: Arsène Wenger.

Burnley: Jensen; Mears, Carlisle, Cort e Daniel Fox; Graham Alexander(Bikey) e Kevin McDonald(Elliott); Paterson(Steve Thompson), Cork e Eagles; Nugent.
Téc.: Brian Laws.


West Ham 1 x 2 Bolton

Mesmo jogando em casa, o West Ham não evitou a derrota para o Bolton, por 2 a 1. Com este resultado, os Hammers aparecem na 14ª posição, com 27 pontos, e foram ultrapassado pelo seu próprio adversário neste jogo.

Com 15 minutos de partida, o Bolton já vencia o jogo por 2 a 0. Aproveitando as seguidas falhas da defesa do West Ham, principalmente pelo lado esquerdo, Kevin Davies, aos 9, e Wilshere, aos 15, fizeram os gols.

O West Ham apresentava sérios problemas de criação de jogadas de ataque e certo abatimento com os gols logo cedo. No contra-ataque, o Bolton levava perigo, e por pouco não ampliou a vantagem ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, mais na base da vontade do que da organização, os donos da casa fizeram seu gol de honra, já aos 42 minutos, com Diamanti.

West Ham: Green; Faubert(Dyer), Tomkins, Upson e Spector; Behrami, Radoslav Kovac(Stanislas), Parker e Diamanti; Carlton Cole e Guille Franco(Mido).
Téc.: Gianfranco Zola.

Bolton: Jaaskelainen; Steinsson, Knight, Ricketts e Paul Robinson; Lee Chung-Yong, Muamba, Cohen e Wilshere(Matthew Taylor); Elmander(Ricardo Gardner) e Kevin Davies.
Téc.: Owen Coyle.


Wolverhampton 0 x 1 Manchester United

Mesmo sem jogar bem e sentindo bastante a falta de Rooney, o Manchester United conseguiu três pontos preciosos ao vencer o Wolverhampton, fora de casa, por 1 a 0. O gol da partida foi marcado por Scholes, o de número 100 dele na Premier League.

Sem Rooney, poupado para o confronto desta semana pela Champions League diante do Milan, os Diabos Vermelhos tiveram alguns problemas na armação das jogadas de ataque, pois o inglês não é só o maior artilheiro da equipe, como também é o responsável pelo setor de criação do time.

O Wolves faz um ótimo bloqueio defensivo, o que complicava bastante as coisas para o Manchester. Entretanto no ataque, a equipe justificou porque tem o pior ataque da Premier League tendo marcado apenas 21 gols, perdendo vários gols.

Alex Ferguson sabia do risco de poupar Rooney nesta partida, porém foi premiado com o gol de Scholes, que acabou dando a liderança do Campeonato Inglês aos Diabos Vermelhos, mesmo que o Chelsea tenha um jogo a menos. Já o Wolves, continua sua luta para escapar do rebaixamento, estando na 17ª colocação, com 24 pontos.

Wolves: Hahnemann; Zubar, Craddock, Berra e Ward(Keogh); Karl Henry, Guedioura(Ebanks-Blake), Foley, David Jones e Jarvis(Vokes); Doyle.
Téc.: Mick McCarthy.

Man Utd: Van der Sar; Brown(Gary Neville), Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Gibson(Mame Diouf) e Scholes; Valencia, Nani(Park) e Berbatov.
Téc.: Alex Ferguson.


Everton 5 x 1 Hull City

Fechando a rodada do fim de semana, o Everton recebeu o ameaçado Hull City e não teve problemas ao golear por 5 x 1, subindo duas posições na tabela e chegando agora ao oitavo lugar. Já o Hull City segue na zona de rebaixamento, em 18º.

Após cruzamento de Yakubu, o espanhol Mikel Arteta abriu a goleada dos Toffees, aos 17 minutos. Instantes depois, o mesmo Yakubu teve oportunidade de ampliar, mas desperdiçou uma cobrança de pênalti, defendida por Boaz Myhill. E isso parecia que iria custar caro, já que em seguida o Hull empatou, num chute de fora da área do jovem Tom Cairney, 19 anos, a grande revelação dos Tigers na temporada, já tendo sido alvo de destaque numa postagem anterior.

Porém, a igualdade durou apenas sete minutos, já que o inspirado Arteta recolocou o time de David Moyes em vantagem, placar do primeiro tempo.

Na volta pro segundo tempo, o Hull marcou. Contra. Muito atuante na partida, Arteta cruzou e o meia Richard Garcia cabeceou para o fundo da própria meta. Com a vitória praticamente garantida, Moyes colocou Landon Donovan em campo, na que deve ser sua última partida com a camisa do Everton jogando no Goodison Park, e o meia norte-americano se despediu marcando um bonito gol, o quarto da goleada.

Finalizando a goleada, Donovan recebeu passe na direita e cruzou na medida para Jack Rodwell completar. Com apenas 18 anos, Rodwell é quase unanimidade entre todos os treinadores da Premier League que se trata do jogador inglês mais promissor.

Everton: Howard; Phil Neville, Jagielka, Distin e Baines; Osman(Rodwell), Heitinga, Arteta e Pienaar(Dan Gosling); Yakubu e Anichebe(Donovan).
Téc.: David Moyes.

Hull: Myhill; McShane, Mouyokolo, Zayatte e Kilbane; George Boateng e Cairney; Richard Garcia, Bullard(Altidore) e Barmby(Geovanni); Zaki(Vennegoor of Hesselink).
Téc.: Phil Brown.


A rodada tem seu andamento nessa segunda-feira, com o Liverpool visitando o Wigan, às 17h (de Brasília).


Abraços a todos,
André Renato e Jessica Corais.
Postado por Jessica Corais às 22:42 0 comentários
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
Em partida marcada com lance chocante, Arsenal derrota Stoke City por 3 a 1

Em jogo movimentado e com lance lamentável, o Arsenal conseguiu uma importante vitória contra o Stoke City, de virada, por 3 a 1. Após este resultado, a equipe de Arsène Wenger continua em terceiro com 58 pontos ganhos, três a menos que o líder Chelsea derrotado nesta rodada. Já o Stoke, tem 34, e é o 11º na tabela de classificação.

O Arsenal na expectativa de vencer para se aproximar ainda mais da liderança, mas sabia que para isso acontecer era preciso vencer um dos times de maior ascensão no campeonato. O Stoke estava invicto há 11 jogos e só havia perdido uma vez neste ano, números impressionantes para uma equipe candidata a rebaixamento antes de começar a temporada.

Logo aos 8 minutos de partida em sua principal jogada, a cobrança de lateral colocando a bola na grande área, os donos da casa fizeram seu gol, com Pugh.

A partir do gol, o Stoke, que já vinha com uma proposta de jogar nos contra ataques e que tinha como seu ponto forte as cobranças de laterais, se fechou ainda mais, inclusive mudando seu esquema de jogo do 4-4-2 para o 4-4-1-1. Porém, como o Arsenal não se encontrava na partida, o time até criou algumas oportunidades de marcar, mas acabou desperdiçando.

Aos poucos, a equipe londrina foi se encontrando na partida e passou a ter mais volume de jogo. Com isso, o time chegou ao seu gol aos 32 minutos, após cruzamento preciso de Fabregas pela direita para Bendtner . O centroavante dos Gunners mesmo marcado por três adversários, cabeceou firme indefensável para o goleiro Sorensen.

No segundo tempo, o Arsenal foi ainda mais para cima do Stoke, que mesmo jogando em casa, parecia bastante satisfeito com o empate.

Mas aos 21 minutos, o jovem Shawcross, de 22 anos, do Stoke City, faz uma entrada duríssima em cima de Ramsey, do Arsenal, o que acabou resultando numa fratura exposta para o jogador do time de Londres. Fato este que deixou os jogadores das duas equipes horrorizados.

O árbitro expulsou o jogador do Stoke, que acaba saindo de campo chorando copiosamente e se mostrando bastante abatido com o lance.

Com os jogadores bastante abalados, o jogo recomeça oito minutos depois e já nos acréscimos, Fabregas, em cobrança de pênalti, faz o segundo e Vermaelen, o zagueiro artilheiro, marca o terceiro e encerra o placar de 3 a 1 para os Gunners.

PS: Shawcross, expulso por causar uma grave fratura em Ramsey, foi neste sábado convocado por Fábio Capello para o amistoso da seleção inglesa contra o Egito.


Ficha da partida:

Stoke: Sorensen; Wilkinson, Shawcross, Abdoulaye Faye(Danny Collins) e Huth; Whitehead(Lawrence), Whelan, Delap e Pugh; Fuller(Tuncay) e Sidibe.
Téc.: Tony Pulis.

Arsenal: Almunia; Sagna, Sol Campbell, Vermaelen e Clichy; Song-Billong; Eboué(Walcott), Fabregas, Ramsey(Rosicky) e Nasri(Eduardo da Silva); Bendtner.
Téc.: Arsène Wenger.


Veja também:
- Líder Chelsea é derrotado pelo Man City e vê liderança ameaçada
- Ficha de todas as partidas
Postado por Jessica Corais às 21:44 0 comentários
Marcadores: Arsenal, Premier League, Stoke City
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Análise da derrota do Arsenal diante do Porto pela Champions League

Num jogo de lances atípicos, o Porto levou a melhor sobre o Arsenal ao vencer a equipe inglesa por 2 a 1, com gols um tanto quanto inusitados.

A equipe de Arsène Wenger entrou em campo com cinco desfalques, Almunia, Song, Eduardo da Silva, Arshavin e Gallas, todos titulares. Com isso, a tarefa de vencer em Portugal se tornava bem difícil e isso todos sabiam, mas a derrota não pode ser explicada somente por conta dos desfalques. As falhas individuais de Fabianski, que se atrapalhou nos dois gols, além da trapalhada de Campbell no lance do segundo gol do Porto, foram cruciais para o resultado final.

Sobre os times no aspecto coletivo, o Porto foi mais organizado que o Arsenal. Hulk caía pelas pontas, Rúben Micael, que fez um ótimo jogo, era o armador e Falcao Garcia e Varela completavam o ataque. A defesa era a famosa linha de 4.

Já o Arsenal, jogou no seu tradicional 4-3-3, variando para um 4-4-2, com Fabregas e Rosicky sendo os responsáveis por armar as jogadas de ataque. Mas eles não conseguiram executar bem esta função.

Com o Porto melhor na parte tática, o que já era difícil para o Arsenal se complicou ainda mais após a saída de Rosicky que deu lugar a Walcott, pois o trabalho de armação do time inglês ficou todo para Fabregas, que como descrito acima, não foi bem.

No jogo da volta, é bem provável que o técnico Arsène Wenger tenha a volta de alguns jogadores recuperados de lesão, entretanto para conseguir a classificação será necessário muito mais que isso. É preciso que o time pare de cometer erros bobos que vem ocorrendo seguidamente e que recupere o bom futebol que já demonstrou nessa temporada. Já para o Porto, aplicação tática será fundamental para a conquista de um bom resultado na Inglaterra.

Ficha da partida:

Porto(4-3-3): Hélton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Rúben Micael(Belluschi) e Raúl Meireles(Tomás Costa); Varela, Falcao García e Hulk(Mariano González).
Técnico: Jesualdo Ferreira.
Suplentes: Beto, Maicon, Guarín e Miguel Lopes.

Arsenal (4-3-3): Fabianski; Sagna, Sol Campbell, Vermaelen e Clichy; Denílson, Fabregas e Diaby; Rosicky(Walcott), Bendtner(Vela) e Nasri(Eboué).
Técnico: Arsène Wenger.
Suplentes: Mannone, Silvestre, Armand Traoré e Ramsey.

Cartões amarelos: Fucile, Bruno Alves, Fernando e Alvaro Pereira; Diaby

Abraços a todos, Jessica Corais
Postado por Jessica Corais às 23:15 0 comentários
Marcadores: Arsenal, Champions League
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Liga dos Campeões: prévia de Porto x Arsenal



Nesta quarta-feira, é a vez do segundo clube inglês entrar em campo pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. E, levando-se em conta o grupo do Arsenal na primeira fase, com Standard Liège, Olympiacos e AZ Alkmaar, dá pra dizer que será a primeira partida dos Gunners com real cara de UEFA Champions League. Pela frente, um Porto ofensivo, mas que ocupa apenas a terceira posição na sua liga local, atrás de Benfica e Braga. Curiosamente, o time londrino também ocupa o terceiro posto em sua liga doméstica, atrás de Chelsea e Manchester United.


FC Porto

Com as saídas de Lucho González e Lisandro López para o futebol francês (Olympique de Marseille e Lyon, respectivamente), o Porto não impõe mais tanto respeito como em outras temporadas, mas a equipe é bem montada pelo treinador Jesualdo Ferreira, que acertou em cheio na contratação de Falcao García pra substituir Lisandro. O colombiano, ex-River Plate, é o vice-artilheiro da Liga Sagres, com 14 gols.

Principal jogador: Pela temporada que vem fazendo, Falcao García merece esse 'prêmio', ainda que não dê pra negar que jogadores como Bruno Alves e Raúl Meireles são fundamentais no Dragão. O brasileiro Hulk já esteve em melhor momento, mas está relacionado para a partida, após voltar de lesão.

Desfalques: Cristián Rodríguez e Ernesto Farías, lesionados. A ausência de Rodríguez é, sem dúvida, uma perda irreparável para o time português, certamente prenderia Clichy em seu campo defensivo.

Duelo tático: O sempre ofensivo lateral esquerdo Alvaro Pereira depende da escalação de Arsène Wenger pra saber o quanto poderá se dedicar ao ataque. Se o treinador francês escalar Rosicky, é provável que Pereira tenha mais liberdade; mas, se o escalado for Theo Walcott, ainda que fora de ritmo, o lateral uruguaio precisará ser mais cauteloso.

Outro duelo dependerá do posicionamente da zaga do Arsenal. Em condições normais, Gallas é o zagueiro pela direta e Vermaelen pela esquerda. Com a ausência do francês, o veterano - e lento - Sol Campbell deve entrar na zaga, e possivelmente pelo mesmo setor de Gallas. Desta forma, Mariano González, meia atacante pela esquerda, não pode ficar isolado no flanco, apenas duelando com Eboué, pois entradas em diagonal dificultarão a vida de Campbell.

Jogadores relacionados pra partida:
Hélton e Beto;
Fucile, Bruno Alves, Rolando, Alvaro Pereira, Maicon e Miguel Lopes;
Raúl Meireles, Guarín, Belluschi, Tomás Costa, Fernando e Rúben Micael;
Falcao García, Mariano González, Varela e Hulk.

Provável escalação(4-3-3):
Hélton; Fucile, Bruno Alves, Rolando e Alvaro Pereira; Raúl Meireles, Belluschi(Tomás Costa) e Rúben Micael; Varela, Falcao García e Mariano González.


Artilheiro na LC:
Falcao García e Hulk - 3 gols


Arsenal FC

Parece que ouvimos isso há anos, mas, de uma maneira quase irritante, novamente o Arsenal está sofrendo com problemas de lesão no segundo semestre da temporada. Só para este duelo, seis jogadores considerados titulares não viajaram para Porto, incluindo Andrey Arshavin, um dos principais jogadores do time. Mais do que nunca, se conseguir voltar para Londres com um empate já está de ótimo tamanho.

Principal jogador: Cesc Fabregas, sem dúvida. O espanhol, líder em assistências da Premier League com 13 passes para gol, é o único capaz de realmente levar o Arsenal nas costas.

Desfalques: Além de Van Persie, lesionado há três meses, novos nomes entraram na lista: Almunia, Song-Billong, Eduardo da Silva, Arshavin e Gallas, todos titulares. Tecnicamente, a ausência de Arshavin é a mais importante, mas por não ter um substituto à altura, a não-presença de Gallas pode ser determinante. Uma alternativa pra tentar dar mais força no meio campo é escalar Sagna na lateral direita e Eboué na meia, função que já cumpriu bem em algumas oportunidades.

Duelo tático: Não é muito fácil pensar num duelo tático com uma escalação tão imprevisível, mas quem cair pelo setor esquerdo de ataque tem tudo pra levar vantagem sobre o fraco uruguaio Jorge Fucile.

Jesualdo Ferreira deve escalar um volante pra grudar em Fabregas, e o espanhol precisará encontrar meios de sair da marcação, seja recuando pra receber a bola, seja buscando jogar mais aberto no meio de campo, pra abrir espaços na intermediária portuguesa, que costumam ser bem aproveitados por Diaby. No mais, impedir ao máximo finalizações, pois quem estará no gol é Lukasz Fabianski...

Jogadores relacionados pra partida:
Fabianski e Mannone;
Sagna, Eboué, Sol Campbell, Vermaelen, Silvestre, Clichy e Armand Traoré;
Denílson, Fabregas, Diaby, Rosicky, Nasri e Ramsey;
Bendtner, Vela e Walcott.

Provável escalação(4-3-3):
Fabianski; Eboué, Campbell, Vermaelen e Clichy; Denílson, Fabregas e Diaby; Rosicky(Walcott), Bendtner e Nasri.

Artilheiro na LC:
Fabregas - 3 gols


Palpites:
André Renato - Porto 2 x 2 Arsenal e Arsenal 2 x 1 Porto
Postado por André Renato às 07:07 0 comentários
Marcadores: Arsenal, Champions League
domingo, 31 de janeiro de 2010
Manchester United vence Arsenal fora; Man City se aproxima dos líderes
Arsenal 1 x 3 Manchester United

No duelo entre segundo e terceiro colocados na Premier League, o Arsenal foi derrotado em pleno Emirates Stadium por 3 a 1, diante do Manchester United. Com isso, se distanciou ainda mais do líder Chelsea, que venceu ontem o Burnley, fora de casa. Já os Diabos Vermelhos, seguem a caçada em busca do tetra campeonato.

Desde os primeiros minutos, o Manchester United tinha mais o controle da partida, pois visivelmente era mais organizado que o Arsenal. O time de Alex Ferguson tocava a bola buscando as melhores oportunidades para marcar, enquanto os Gunners, mesmo jogando em casa, buscavam os contra ataques.

Aos 33 minutos do primeiro tempo, quando a partida estava um pouco mais equilibrada, Nani passou por três jogadores do Arsenal, pelo lado direito, e tocou de cobertura sobre o goleiro Almunia, fazendo um golaço.


Com o gol, o Arsenal tentou esboçar uma reação, porém três minutos depois, Rooney, em um contra-ataque rápido puxado por Nani, aumentou a vantagem dos visitantes, numa jogada que começou após cobrança de escanteio do Arsenal.

Ainda desorganizado, o Arsenal tentava na base da força diminuir o placar, porém logo aos 7 da segunda etapa, Park fez o três a zero, após mais um contra golpe rápido.

A partir daí, o jogo ficou praticamente resumido a vontade ensandecida do Arsenal em marcar seu gol e a tranquilidade do Manchester United em administrar a vantagem.

Quando muitos torcedores já deixavam as dependências do Emirates, o zagueiro-artilheiro Vermaelen, fez o gol de honra para os Gunners.

Com este placar, o Manchester United tem agora 53 pontos, uma a menos que o líder Chelsea. Enquanto o Arsenal vem em terceiro, com 49 pontos conquistados.

Detalhe do jogo: Esta partida teve transmissão ao vivo em 3D para os pubs e bares ingleses.




Ficha da partida:

Arsenal: Almunia; Sagna(Bendtner), Gallas, Vermaelen e Clichy; Song-Billong, Denílson(Walcott) e Fabregas; Rosicky(Eboué), Nasri e Arshavin.
Téc.: Arsène Wenger.

Man Utd: Van der Sar; Rafael, Brown, Evans e Evra; Carrick e Fletcher; Scholes(Giggs), Park(Valencia) e Nani(Berbatov); Rooney.
Téc.: Alex Ferguson.


Manchester City 2 x 0 Portsmouth

Jogando em casa, o Manchester City venceu o Portsmouth, por 2 a 0. Gols de Adebayor e Kompany, todos marcados no primeiro tempo, aos 40 e 45 minutos respectivamente.

Esta foi à primeira partida de Adebayor desde o lamentável atentado a delegação de Togo, em Angola, pela Copa Africana. Na comemoração de seu gol, o togolês levantou as mãos para o céu, numa homenagem aos seus três colegas falecidos.

Com este resultado, o Manchester City fica na sexta colocação, com 41 pontos, porém com dois jogos a menos do que Liverpool, Tottenham, Arsenal e Manchester United, que estão a sua frente na tabela de classificação. Já o Portsmouth continua na lanterninha da competição, com 15 pontos.


Ficha da partida:

Man City: Given; Zabaleta(Onuoha), Kolo Touré, Kompany(Boyata) e Garrido; Barry e Nigel de Jong; Ireland, Martin Petrov(Bellamy) e Tevez; Adebayor.
Téc.: Roberto Mancini.

Portsmouth: James; Vanden Borre, Ben-Haim, Marc Wilson e Hreidarsson(Finnan); Mullins(Owusu-Abeyie) e Basinas; Kevin Boateng, O'Hara e Danny Webber(Piquionne); Utaka.
Téc.: Avram Grant.



Veja também:
- Fichas das partidas
- Jogos de sábado
Postado por Jessica Corais às 22:55 2 comentários
Marcadores: Arsenal, Manchester City, Manchester United, Portsmouth, Premier League
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Arsenal vence Bolton e é líder; Liverpool vence Tottenham e afasta a crise
Arsenal 4 x 2 Bolton

Depois de três dias, Arsenal e Bolton voltaram a se encontrar e mais uma vez, o time de Arsène Wenger saiu de campo como vencedor. De virada, os Gunners venceram os The Trotters, por 4 a 2, e assumiram a ponta da Premier League provisoriamente, já que possuem um jogo a menos que o ex-líder Chelsea.

Ao contrário da partida do final de semana, dessa vez o confronto foi no Emirates Stadium, porém o Bolton não se intimidou e aos 28 minutos do primeiro tempo, a partida já estava 2 a 0 para os visitantes, gol de Cahill e Taylor, após bobeadas seguidas da defesa do Arsenal.

Com o placar adverso, os Gunners começaram a pressionar e esta pressão acabou dando resultado aos 44 minutos da primeira etapa, quando Rosicky acertou um lindo chute, indefensável para o goleiro Jaaskelainen.

No segundo tempo, contando com o apoio dos torcedores, o Arsenal foi todo para o ataque e chegou ao tão suado empate aos 7 minutos, com Fabregas. No lance, o zagueiro Gallas, dos Gunners, fez falta em Davies, que saiu de campo contundido.

Com muita vontade, o Arsenal conseguiu a virada aos 20 minutos, com o zagueiro artilheiro Vermaelen, que já marcou cinco gols no campeonato inglês.

Precisando de mais um gol para chegar à liderança, o time de Arsène Wenger batalhava muito em busca do resultado e acabaram sendo premiados, com o belíssimo gol de Arshavin, aos 40 minutos, para decretar a vitória do novo líder da Premier League.

Vitória da liderança e ainda existe esperança para o Bolton

Mais uma vez contando com a individualidade de seus jogadores e também com a precisão nos passes curtos, o Arsenal venceu o Bolton. Arshavin, Fabregas, Eduardo da Silva, entre outros, mostraram que realmente são decisivos. Além disso, para uma equipe que nem era tida no início da temporada como candidata ao título, chegar à liderança agora, é sensacional.

Já para o Bolton, fica a sensação de que a equipe melhorou após a entrada de Owen Coyle, mas essa evolução tem que se refletir nos resultados.


Liverpool 2 x 0 Tottenham

Em jogo adiado da 21ª rodada do Campeonato Inglês, o Liverpool venceu o Tottenham, por 2 a 0, com dois gols de Kuyt, e minimiza um pouco a crise que se instalou no time da terra dos Beatles.

Precisando mais do que nunca dos três pontos, o Liverpool sabia que o tempo era precioso e caso o gol não acontecesse nos primeiros minutos de partida, a coisa poderia se complicar. Mas logo aos 6 minutos de jogo, Kuyt tabelou com Aquilani e chutou de fora da área, fazendo o primeiro gol dos Reds.

A partir daí, o Liverpool recuou esperando o melhor momento para contra atacar, enquanto o Tottenham rodava a bola no meio de campo, mas sem qualquer objetividade.

Em alguns momentos, o time de Rafa Benítez era perigoso, principalmente nas bolas paradas, mas também sentia muito a falta de Fernando Torres no momento das conclusões, e também de Gerrard, nas armações das jogadas de ataque.

Na segunda etapa, o Tottenham continuou bastante desorganizado, enquanto o Liverpool mantinha a sua proposta de jogo, já que tinha a vantagem no marcador.

Até que nos acréscimos do segundo tempo, Bassong comente pênalti sobre N'gog, que Kuyt converte e dá números finais a partida.

Com este placar, o Liverpool é o sexto na tabela, ultrapassando o Aston Villa e entrando assim no grupo que disputa a próxima Liga Europa. Já o Tottenham permanece na quarta colocação e última de classificação para a próxima Champions League, porém está vaga está cada dia sendo mais ameaçada.

Lembrando que esta foi à partida de número 100 do volante brasileiro Lucas, com a camisa do Liverpool.

Abraços a todos, Jessica Corais
Postado por Jessica Corais às 00:45 1 comentários
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Jogos de domingo válidos pela 22ª rodada da Premier League
Bolton 0 x 2 Arsenal



O Arsenal conseguiu uma vitória suada em cima do Bolton neste domingo por 2 a 0, no Reebok Stadium. Os gols da partida foram marcados por Fábregas e Mérida.

Mesmo não fazendo uma boa campanha na Premier League, o Bolton deu bastante trabalho para os Gunners. O time comandado por Owen Coyle, que fazia sua partida de estreia dirigindo os The Trotters, teve diversas oportunidades de marcar, porém todas acabaram esbarrando na falta de pontaria ou no goleiro Almunia.

Já o Arsenal, não conseguia impor o seu ritmo de jogo e muito menos ameaçava o goleiro Jaaskelainen. Mas quando decidiu trabalhar a bola, saiu os gols. Tanto aos 28 minutos do primeiro tempo, após troca de passes rápidos, que resultou no bonito gol de Fábregas, como também aos 33 da segunda etapa, com Mérida marcando depois de ótimo cruzamento de Eduardo da Silva.

Com este placar, o Arsenal mantém a escrita de não perder no Campeonato Inglês desde o final de novembro, quando foi derrotado na 14ª rodada, pelo Chelsea. O time comandado por Arsène Wenger está na terceira posição, um ponto atrás do Manchester United e a três dos Blues. Enquanto o Bolton é apenas o 19ª colocado.

Lembrando que curiosamente, Arsenal e Bolton voltam a se enfrentar nesta quarta-feira no Emirates Stadium. Em partida adiada pela segunda rodada do Campeonato Inglês.


Aston Villa 0x0 West Ham

Em situações diferentes na tabela, o Aston Villa recebeu o West Ham para tentar se aproximar do grupo de classificação para a próxima Liga dos Campeões. Enquanto os Hammers, foram a Birmingham para conseguir se afastar da zona de rebaixamento.

Mesmo com todos esses interesses em disputa, as duas equipes não conseguiram sair do 0 a 0.

Com este resultado, o Aston Villa manteve a atual sexta colocação. Já o West Ham, ultrapassou o Hull City, subindo assim da 18ª para a 17ª posição.

Blackburn 2 x 0 Fulham

Com gols de Samba, aos 25 do primeiro tempo, e Ryan Nelsen, aos 9 da segunda etapa, o Blackburn conquistou uma importantíssima vitória sobre o Fulham no Ewood Park.

Resultado mais que importante para os donos da casa, já que foram derrotados pelo o Aston Villa no meio de semana pela FA Cup, além de terem sido goleado pelo Manchester City na última rodada da Premier League.

Com este resultado, o Blackburn sobe da 14ª para a 12ª posição, enquanto o Fulham permanece em nono.

Abraços a todos, Jessica Corais
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Arsenal e Manchester Utd empatam; Chelsea agradece
Nos dois únicos jogos deste final de semana que não foram adiados por conta da fortíssima neve que cai na Inglaterra, Manchester United e Arsenal viram suas chances de encostar no líder Chelsea irem embora em dois empates.

Jogando fora de casa e contra um Birmingham invicto há 11 partidas, o Manchester pressionou de maneira incessante durante todo o primeiro tempo, até que o gol saiu... Mas foi do Birmingham: aos 39 minutos, em sua primeira investida ao ataque dos Devils, McFadden cobrou escanteio, a zaga não conseguiu cortar e Cameron Jerome abriu o placar para os Blues, resultado do primeiro tempo.



No segundo tempo o Birmingham voltou disposto a não tomar o mesmo sufoco da primeira etapa, e conseguiu fazer isso com relativa facilidade, parecendo mais perto do segundo gol do que o adversário do empate. Mas veio a igualdade: em jogada confusa, Evra chutou cruzado, o zagueiro Dann tentou cortar e acabou marcando contra. O auxiliar chegou a invalidar o lance, mas o árbitro Mark Clattenburg confirmou o gol.

Com o empate, o Manchester United corre o risco de ver o Chelsea abrir quatro pontos de vantagem, por ter um jogo a menos (a partida diante do Hull City, fora, foi adiada). Já o Birmingham, que já havia igualado o recorde de invencibilidade de sua história, chegou ao décimo segundo jogo sem derrota, superando o recorde anterior da temporada 1907/08.


Gol no fim garante um ponto ao Arsenal diante do Everton

Buscando assumir a vice-liderança, o Arsenal recebeu o Everton num Emirates Stadium debaixo de muita neve, e não passou de um empate por 2 x 2. E quem saiu na frente foram os visitantes: logo aos 12 minutos, Leon Osman, de cabeça, após escanteio batido pelo estreante Landon Donovan, cabeceou no canto direito de Almunia; Denílson ainda tentou cortar, mas a bola entrou.

Aos 27 minutos, um curioso empate: foi a vez do meia Denílson chutar e a bola desviar em Osman, matando o goleiro Howard. 1 x 1 foi o placar da primeira etapa.

No segundo tempo, o Arsenal não conseguia impor seu tradicional toque de bola, com os jogadores, em várias ocasiões, parecendo desligados da partida. Numa dessas tentativas de atacar de qualquer jeito, o Everton encaixou um contra-ataque fulminante: Cahill dominou e lançou o sul-africano Pienaar, de trás do meio campo, caminhar sozinho até a meta de Almunia e, num toque genial, encobrir o goleiro espanhol.



O time de Liverpool ainda perdeu algumas chances de encaixar um novo contra-ataque, e viu isso se tornar decisivo aos 47 minutos, quando o suplente Rosicky, que havia entrado no lugar de Ramsey, empatou a partida, após passe de Diaby e desvio do zagueiro australiano Lucas Neill, novamente matando Howard.

Com o mesmo número de jogos realizados que o Chelsea, o Arsenal se vê agora três pontos atrás do rival londrino. Já o Everton, em franca recuperação e invicto há quatro jogos na Premier League, ocupa a décima segunda posição.

Não havendo um novo adiamento, a rodada se completa na segunda-feira, com Manchester City x Blackburn.

pesquisa da semana

Poucas palavras exprimem melhor a temporada do Portsmouth que o verbete ‘desespero’. O clube do sul da Inglaterra se encontra em sua pior crise ao longo dos 111 anos de história. A situação vai tão além de crise técnica e/ou treinador que qualquer análise sobre a temporada dos jogadores e dos treinadores (Paul Hart, até a 13ª rodada, e Avram Grant, da 14ª em diante) é injusta. Não há a menor condição de se trabalhar no Fratton Park hoje.

A começar pela base: o time, que teoricamente teria dinheiro, já está com o seu quarto dono ao longo da temporada: Alexandre Gaydamak, Sulaiman Al-Fahim, Ali Al-Faraj e Balram Chainrai. Esse último, atual dono, já procura um novo comprador. Parece piada, mas é verdade: o Pompey pode ter um quinto dono já na atual temporada. Como esperar resultados dentro de campo assim?

Depois, a dívida que o clube tem com outras equipes, nas quais se incluem Chelsea, Tottenham, Watford, Udinese e Lens. Em janeiro desse ano, a Premier League reteve o dinheiro dos direitos de televisão do clube, a fim de garantir o saldo dessas dívidas. No mês anterior, o Portsmouth já havia atrasado o pagamento dos seus jogadores e funcionários, pela segunda vez no ano. A situação ficou tão constrangedora que até o site do clube ficou fora do ar, por falta de pagamento à empresa que administra o portal.

Agora, no início dessa semana, outra bomba explodiu por lá: o Supremo Tribunal de Londres determinou que o Portsmouth tem sete dias para sanar suas dívidas com a Receita Federal da Inglaterra, ou o clube entrará em concordata. Se isso acontecer, além de perder o comando administrativo, o time em si também será punido com a perda de nove pontos. Mesmo com 16 pontos até aqui já não está fácil imaginar que irá se salvar; se perder nove pontos então, aí cumprirá tabela pelas próximas doze rodadas.

O time em si, nome por nome, não é o pior da Premier League. James é goleiro da seleção; Finnan tem várias temporadas de Liverpool; Belhadj é um dos grandes nomes da lateral esquerda no futebol inglês; O’Hara, Yebda e Kevin-Prince Boateng formam um bom meio campo, e Aruna Dindane e Piquionne são atacantes de relativo valor. Claro que é um time, sim, para brigar contra o rebaixamento, mas, em condições normais, a lanterna isolada não se justifica.

Pra finalizar, o Portsmouth cometeu um erro similar ao do Leeds United. Pra quem não se lembra, na temporada 2000/01, o Leeds chegou até as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, com um elenco repleto de grandes nomes, como Nigel Martyn, Ian Harte, Jonathan Woodgate, Harry Kewell, Lee Bowyer e Alan Smith, e com os reforços de Rio Ferdinand, Dacourt, Robbie Keane e Viduka. Foram derrotados pelo Valencia e, daí em diante, o time foi ladeira abaixo, muito por conta do alto valor desse time. Hoje luta na terceira divisão para conseguir o acesso.
O Pompey, de algumas temporadas pra cá, trouxe jogadores renomados, como David James, Sol Campbell, Glen Johnson, Kanu, Milan Baros, Defoe, etc. É bem verdade que ganhou a FA Cup da temporada 2007/08, seu primeiro título de real importância desde 1950. Mas, financeiramente, o clube quebrou.

Resta saber se também tomará o mesmo caminho do Leeds.

No sábado, uma partida que, para os torcedores do Portsmouth, vale como um título: o clássico diante do Southampton, fora de casa, pela FA Cup.


Time-base(4-3-1-2): David James; Finnan, Ben-Haim, Marc Wilson e Belhadj; Yebda, O’Hara e Michael Brown(Mokoena); Kevin-Prince Boateng; Aruna Dindane(Kanu) e Piquionne.

Artilheiros na Premier League:
Aruna Dindane - 5 gols
Frederic Piquionne - 3 gols
Nadir Belhadj - 2 gols

Curiosidade: Se perder os nove pontos por entrar em concordata, o desafio do Pompey passa a ser o de não ostentar o nada honroso título de pior time da história da Premier League. O atual 'campeão' é o Derby County, que na temporada 2007/08 conquistou simpáticos 11 pontos em 38 jogos.

Próximos compromissos:
13/02 FA Cup - Southampton vs.
20/02 Premier League - vs. Stoke City
27/02 Premier League - Burnley vs.
06/03 Premier League - vs. Chelsea
09/03 Premier League - vs. Birmingham
15/03 Premier League - Liverpool vs.
Postado por André Renato às 03:33 3 comentários
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Análise da semana: E os jogos grandes, Arsenal?

28 de novembro de 2009, o então terceiro colocado Arsenal receberia a visita do líder Chelsea, pela 14ª rodada. Era o jogo para fazer o time de Arsène Wenger chegar de vez na real disputa pelo título. Resultado: derrota por 3 x 0.

31 de janeiro de 2010, o então terceiro colocado Arsenal receberia a visita do vice-líder Manchester United, pela 24ª rodada. Era o jogo para fazer o time de Arsène Wenger assumir a segunda colocação e ficar a três da liderança. Resultado: derrota por 3 x 1.

Os Gunners perderam apenas duas partidas atuando no Emirates Stadium, mas nada menos do que contra seus dois principais rivais na luta pelo título. Naturalmente não se tem obrigação de derrotar Chelsea ou Man Utd em circunstância alguma, mas do mesmo jeito que a parada é difícil para o Arsenal, também é difícil para os dois, ainda mais como visitantes, e se saíram bem.

Então, afinal, o que falta ao Arsenal?

Não cairei no clichê de resumir tudo à falta de experiência do elenco, até porque o time não é tão inexperiente como se prega por aí; Almunia, Sagna, Gallas, Vermaelen, Clichy, Fabregas, Arshavin e Eduardo da Silva já têm bons quilômetros rodados no futebol. O problema é que seu grande craque, o espanhol Cesc Fabregas, é justamente o mais novo dos citados, com apenas 22 anos.

Mas algo contraditório acontece por lá: o melhor ataque da Premier League tem problemas ofensivos, a ponto de sequer ter alguém lutando pela artilharia (Fabregas, o artilheiro do time, tem 11 gols). Desde a lesão de Robin van Persie, em novembro de 2009, o Arsenal passou a atuar sem um centroavante de ofício – coisa que nem Van Persie era, mas se adaptou bem na função. Wenger optou por tentar fazer de Arshavin esse jogador, mas ainda que não tenha ido mal, não é onde o russo rende mais. E aí há uma grande, talvez a maior, diferença para os dois rivais, que contam com belíssimas temporadas de Didier Drogba e Wayne Rooney.

Esperava-se do treinador francês um nome para o ataque na janela de janeiro. Especulou-se Edin Dzeko, do Wolfsburg, e Marouane Chamakh, do Bordeaux, e no fim quem veio foi o zagueiro Sol Campbell. Não trazer um centroavante pode ter sido fatal para as pretensões na Premier League, pois convenhamos, a distância de Eduardo da Silva ou Bendtner para Drogba e Rooney é maior do que a do Arsenal para a liderança do campeonato.

Domingo há uma chance de contrariar o post: enfrenta o Chelsea, no Stamford Bridge. Em caso de vitória dos Blues, o Arsenal deve se preocupar exclusivamente com Champions League.


Time-base(4-3-3): Almunia; Sagna, Gallas, Vermaelen e Clichy; Song-Billong, Fabregas e Diaby(Denílson); Rosicky, Arshavin e Eduardo da Silva

Artilheiros na temporada:
Cesc Fabregas - 14 gols
Andrey Arshavin - 9 gols
Robin van Persie - 8 gols
Thomas Vermaelen - 7 gols

Próximos compromissos:
07/02 Premier League - Chelsea vs.
10/02 Premier League - vs. Liverpool
17/02 Champions League - Porto vs.
20/02 Premier League - vs. Sunderland
27/02 Premier League - Stoke City vs.
Postado por André Renato às 01:35 6 comentários
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Análise da semana: decretado o fracasso


A coluna de hoje tinha outros planos, mas no dia em que oficialmente o Manchester City aceitou emprestar Robinho ao Santos, não tem como deixar de falar disso.

A transferência mais cara do futebol inglês (cerca de 40 milhões de euros), o “novo” jogador do Peixe teve um início interessante no City, estreando com gol, inclusive. Sua primeira temporada foi de razoável pra boa, mas já se notava um jogador sem comprometimento tático, havia partidas em que Robinho parecia estar fazendo um favor ao clube. Apesar dos 13 gols, acabou a temporada em baixa.

Veio a atual temporada e as chegadas de Tevez, Roque Santa Cruz e Adebayor pareciam indicar que Robinho perderia mais espaço, já que lutar pela vaga de titular não combina com a sua personalidade acomodada. Porém, como mostra a lista abaixo, Robinho começou a temporada como titular:

1ª rodada – substituído
3ª rodada – substituído
Carling Cup – substituído
4ª rodada – substituto não utilizado
14ª rodada – substituído
Carling Cup – substituto não utilizado
15ª rodada – substituído
16ª rodada – entrou no 2º tempo
17ª rodada – substituído
18ª rodada – substituto não utilizado
(Saída de Mark Hughes e chegada de Roberto Mancini)
19ª rodada – substituído
20ª rodada – entrou no 2º tempo
21ª rodada – entrou no 2º tempo
22ª rodada – entrou no 1º tempo e substituído no 2º tempo
Carling Cup – substituto não utilizado
FA Cup – substituído (marcou um gol)

- O vazio entre a 4ª e 14ª rodada se deve a uma lesão do atacante.

Dois jogadores foram, digamos, cruciais para a saída de Robinho: Tevez e Bellamy. Ambos demonstram o oposto do brasileiro: vontade, entrega, honra à camisa. A torcida não se importa de uma partida ruim deles, errando passes, finalizações, pois não falta luta. À Robinho faltou futebol e mostrar vontade de querer lutar por vaga no time.

Há uma frase que virou certo clichê entre brasileiros: "O talento de Robinho é indiscutível". Aí vai do conceito de cada um sobre o que realmente é ter talento pra ser jogador de futebol. Se acreditar que ter talento é passar o pé sobre a bola, fingir que vai pra um lado e ir pro outro, tudo bem, o talento é indiscutível então. Agora, se está no conceito de jogador de futebol um atleta que é profissional, não força a barra pra sair dos seus clubes (como na saída do próprio Santos), que aceita ser reserva, que entende a importância tática de uma partida, então é um talento pra lá de discutível. Robinho não é centroavante de área, estilo Adriano, que se aceite que não ajude a marcar.

Sua volta ao futebol brasileiro é uma grande sacada pra não perder ainda mais sua vaga na Copa do Mundo, pois pra se destacar no Campeonato Paulista não precisa ter lá muita disciplina tática e não terá o "incômodo" de, se jogar mal, ir parar no banco.

Fica a pergunta: como a torcida do Manchester City irá receber Robinho quando seu contrato de empréstimo expirar, no dia 4 de agosto? Ainda haverá clima pra que continue nos Citizens na próxima temporada?
Postado por André Renato às 21:46 10 comentários
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Análise da semana: O que falta ao Tottenham?
Há exatas duas semanas, foi escrita aqui uma coluna chamada “Mais do que três pontos”, contextualizando a vitória do Liverpool sobre o Aston Villa. A análise de hoje poderia ter o mesmo nome, só que com conotação negativa: o Tottenham perdeu muito além do que três pontos diante do mesmo time liverpuldiano, nesta quarta-feira.

O jogo foi válido pela 21ª rodada, e os Spurs chegaram ao Anfield Road com quatro pontos de vantagem sobre os Reds. Ao final da partida, era apenas um ponto que separava o agora sexto colocado Liverpool para o quarto colocado Tottenham. Os dois gols de Kuyt fizeram reacender um alerta em White Hart Lane: a história vai se repetir?

O alerta não vale para as duas últimas temporadas, onde o time londrino fez campanhas de recuperação e terminou no meio da tabela, mas nas duas temporadas anteriores o Tottenham esteve muito próximo de conquistar a vaga na Champions League. A mais traumática delas foi, sem dúvida, a da temporada 2005/06, quando iniciou a última rodada à frente do Arsenal, na quarta colocação, e perdeu a vaga ao ser derrotado pelo West Ham, enquanto via seu rival bater o Wigan e ficar com o último posto na competição continental.

O elenco é forte como há muito tempo não se via, não é fácil apontar brechas num time que costuma ter no banco jogadores como Gareth Bale, David Bentley, Jermaine Jenas, Robbie Keane e Roman Pavlyuchenko - sem contar Ledley King e Woodgate, chegadinhos num departamento médico, mas titulares em condições normais. E ainda parece ter conseguido resolver seu crônico problema de goleiros, pois Gomes, enfim, se firmou.

Mas parece faltar um algo a mais no time de Harry Redknapp, especialmente quando enfrenta o ‘Big Four’. Ao todo, contando Copa da Liga Inglesa, são cinco derrotas e uma vitória – contra o Liverpool, na estreia da EPL. E, pra piorar, o Tottenham tem uma seqüência simplesmente cruel entre a 34ª e 36ª rodada: Arsenal e Chelsea, em casa, e Manchester United, fora.

É surreal imaginar que os Spurs chegarão na 34ª rodada matematicamente classificados pra Liga dos Campeões, ou seja, se passar essa trinca de jogos sem pontuar, dificilmente vai conseguir. Além disso, visita outro concorrente direto, o Manchester City, na 29ª rodada.

Falta ao Tottenham aquela vitória inesperada, um triunfo fora de casa contra um gigante, um jogo que façam todos olharem-o com o respeito que merece. Chances de mudar a impressão vai haver. De confirmar, também...


Time-base(4-4-2): Gomes; Corluka, Bassong(Ledley King), Michael Dawson e Assou-Ekotto; Huddlestone, Palacios(Jenas), Kranjcar e Lennon; Defoe e Crouch.

Artilheiros na temporada:
Jermain Defoe – 16 gols
Robbie Keane – 9 gols
Peter Crouch – 8 gols
Niko Kranjcar – 6 gols

Curiosidade: Na mesma altura da temporada passada, o Tottenham dividia a lanterna da Premier League com Blackburn, Middlesbrough, Stoke City e West Bromwich, todos com 21 pontos. Pelo saldo, era o 16º.

Próximos compromissos:
23/01 FA Cup – vs Leeds United
26/01 Premier League – vs Fulham
30/01 Premier League – Birmingham vs
06/02 Premier League – vs Aston Villa
10/02 Premier League – Wolverhampton vs
21/02 Premier League – Wigan vs
Postado por André Renato às 19:27 5 comentários
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Análise da semana: Sunderland precisa mudar mentalidade
O termo é recorrente, mas alguns times ingleses lutam contra a fama de "ioiô", clubes chegados num acesso e rebaixamento, acesso e rebaixamento, e o Sunderland não vinha fugindo disso na década: após ficar de 1999 a 2003 na Premier League, o Sunderland colecionou dois acessos e dois rebaixamentos - incluindo aí a pífia campanha de 2005/06, tendo quebrado o recorde negativo de pontos ao fazer apenas 15. Seu último acesso foi em 2007, e o objetivo de não cair novamente na temporada 07/08 foi cumprido com uma campanha que culminou com a 15ª colocação. O segundo objetivo seria começar a buscar a regularidade, e de certa forma os Black Cats conseguiram isso.


Porém, para a temporada 08/09, o Sunderland investiu pesado em nomes como Anton Ferdinand, Steed Malbranque, Djibril Cissé, Calum Davenport, Pascal Chimbonda e El Hadji Diouf. Para muitos, era dos times 'outsiders' o que tinha mais chances de surpreender. Surpreendeu, mas de forma negativa: com todo o investimento e sob o comando de Roy Keane (até a 15ª rodada) e Ricky Sbragia (da 16ª em diante), o Sunderland conseguiu terminar uma posição abaixo da temporada anterior, sendo a grande decepção da Premier League.

Pra temporada 2009/10 outros nomes fortes chegaram: Lorik Cana, Darren Bent, Lee Cattermole, Paulo da Silva, Michal Turner, Fraizer Campbell e John Mensah, além da chegada do treinador Steve Bruce, que havia levado o Wigan a uma surpreendente campanha na temporada anterior. "Agora vai", diziam.

Passadas 21 rodadas, o Sunderland ocupa uma modestíssima 11ª colocação, e não vence há sete partidas pela Premier League. Dos reforços, Bent foi quem realmente empolgou até agora, são 13 gols e vice-artilharia do campeonato. Mas a equipe está devendo muito ainda. O time titular, ao menos nos nomes, não deve em nada a Aston Villa ou Everton. Kieran Richardson e Malbranque são wingers que teriam vaga na maioria dos times da Liga Inglesa, enquanto Bent é o preferido de muitos para ser o "camisa 9" da Inglaterra na Copa do Mundo. E ainda há o valorizado Kenwyne Jones, alvo de especulações de transferência.

Fato é: a permanência na Premier League é objetivo pequeno para o elenco (e até para o tamanho do Sunderland, um dos times mais tradicionais da Inglatera) dos Black Cats, mas a mentalidade conformada de apenas evitar a despromoção ainda parece presente no clube.


Time-base(4-4-2): Fulop; Bardsley, Anton Ferdinand, Michael Turner e McCartney; Cana, Reid, Malbranque e Richardson(Henderson); Kenwyne Jones e Darren Bent.

Artilheiros na temporada:
Darren Bent - 13 gols
Kenwyne Jones - 6 gols
Andy Reid - 4 gols

Curiosidade: O Sunderland marcou na Premier League 28 gols; 19 só da dupla Bent-Jones. Além disso, a equipe lidera o ranking de time mais indisciplinado, com 44 cartões amarelos e 4 vermelhos.

Próximos compromissos:
16/01 Premier League - Chelsea vs
23/01 FA Cup - Portsmouth vs
27/01 Premier League - Everton vs
01/02 Premier League - vs Stoke
06/02 Premier League - vs Wigan
09/02 Premier League - Portsmouth vs
Postado por André Renato às 21:35 4 comentários
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Análise da semana: mais do que três pontos
O título não tem nada de original, mas retrata bem a situação vivida no dia 29 de dezembro, na cidade de Birmingham, onde o quarto colocado, Aston Villa, receberia o sétimo, Liverpool. Uma derrota do time de Rafa Benítez e a equipe se veria a oito pontos da Champions League, restando menos de um turno para a recuperação. A expectativa era de um jogo aberto, com o Villa tentando usar do fator casa, e o Liverpool de sua grandeza e história em partidas desse porte.


A aberta e ofensiva partida da qual todos esperavam, não aconteceu. A ausência de Ashley Young fez dos comandados de Martin O'Neill um time previsível, ainda que de intensa troca de posições entre os wingers James Milner e Stewart Downing. Em contrapartida, com Gerrard bastante próximo de Fernando Torres, a tendência dos Reds era de buscar jogo em torno de seu capitão, centralizando todas as ações. Em resumo: um jogo amarradíssimo.

Ousarei cometer um devaneio: na segunda etapa, a partida tomou ares de Libertadores. De nada lembrava uma típica partida de Campeonato Inglês, com toques rápidos, verticais e jogadas pelas extremidades, mas sim um jogo de marcação absoluta, intensidade enorme, com O'Neill prestes a infartar no banco de reservas, tamanho seu envolvimento na partida. Não havia espaços ou falhas defensivas.
Até que...

... Warnock, ex-Liverpool, recupera uma bola no meio de campo e tenta o passe para Dunne, aos 92:00 cravados. O passe sai curto e o zagueiro irlandês escorrega no lance; Kuyt retoma, toca para Benayoun, que divide com Agbonlahor e a bola sobra, livre, aos 92:10, para... Fernando Torres.

Pronto, ares de Premier League reestabelecido: Niño Torres decidindo uma partida para os Reds. O chute cruzado, no canto direito de Brad Friedel, deixou o Liverpool a quatro pontos da zona de Champions League, uma diferença tangível quando em questão está um time que nunca caminhará sozinho.


Time-base(4-2-3-1): Reina; Glen Johnson, Carragher, Agger e Insúa; Mascherano e Lucas(Aquilani); Kuyt, Gerrard e Fábio Aurélio; Fernando Torres.

Artilheiros na temporada:
Fernando Torres - 12 gols
Steven Gerrard, Dirk Kuyt e Yossi Benayoun - 5 gols

Curiosidade: Na mesma altura da temporada passada (20ª rodada), o Liverpool liderava com 45 pontos. Hoje, se encontra apenas em sétimo, com 33. Mais: se algum torcedor dos Reds ainda cogita o título, é bom saber que na campanha do vice-campeonato da temporada passada foram conquistadas 25 vitórias, contra 10 da atual, ou seja, pra igualar o número de vitórias basta "apenas" vencer 15 dos últimos 18 jogos.

Próximos compromissos:
10/01 Premier League - vs. Tottenham
13/01 FA Cup - vs. Reading
16/01 Premier League - Stoke City vs.
23/01 FA Cup - Liverpool/Reading vs. Burnley
26/01 Premier League - Wolverhampton vs.
30/01 Premier League - vs. Bolton
Postado por André Renato às 05:28 4 comentários
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Análise da semana: A grande campanha do Birmingham

Via de regra, em qualquer liga do mundo, não se espera de um time recém-promovido à primeira divisão nada além da permanência - exceções recentes feitas a Corinthians em 2009 e Vasco da Gama em 2010. Há um consenso, por razões financeiras, de que a Premier League é o campeonato mais difícil para uma equipe que acabou de subir conseguir permanecer na elite. Porém, na temporada 09/10, bastaram vinte rodadas para uma delas já ter se garantido: é o Birmingham, invicto há onze jogos, dono da oitava colocação.


Vale dizer que os Blues são um dos times que mais fazem jus a fama de "ioiô", tamanha a regularidade com que sobem e descem entre a primeira e segunda divisão: rebaixamento em 2005/06; promoção em 2006/07; rebaixamento em 2007/08 e promoção em 2008/09. E foi durante a campanha do rebaixamento na temporada 07/08 que o atual treinador do clube, o escocês Alex McLeish, assumiu o time.

E aqui já entra um dos motivos do sucesso: continuidade. A tendência natural de uma equipe despromovida é de mandar o treinador embora no dia seguinte, mas há algo nos dirigentes ingleses, de maneira geral, que falta a muitos dos seus companheiros brasileiros: a noção do tamanho do seu time. Para um time como o Birmingham, que tem como maior feito em seus 134 anos de história a conquista de uma singela Copa da Liga Inglesa - vencendo seu rival de cidade, o Aston Villa -, não era incomum um rebaixamento, pra sair "limpando" a comissão técnica e elenco.

Veio a temporada seguinte e a disputa da Championship, conquistando um acesso tranquilo, atrás apenas do campeão Wolverhampton. Com a base do acesso e alguns reforços pontuais, o Birmingham partiria para nova luta contra o rebaixamento na temporada seguinte. Do time vice-campeão permaneceram o goleiro Maik Taylor; os defensores Stephen Carr, David Murphy, Martin Taylor, Liam Ridgewell, Franck Queudrue e Stuart Parnaby; os meias Lee Bowyer, Sebastian Larsson, Gary McSheffrey, Damien Johnson, Lee Carsley, Keith Fahey e James McFadden; e os atacantes Cameron Jerome, Garry O'Connor e Kevin Phillips. Dezessete jogadores; uns mais, outros menos importantes. Bastava agora algumas contratações.

E os reforços vieram. O então inseguro goleiro Joe Hart veio de empréstimo do Manchester City e tomou conta da posição, deixando no banco o veterano Taylor; para a defesa a certeira contratação do jovem Scott Dann, vindo do Coventry City, além do equatoriano Giovanny Espinoza e do francês Grégory Vignal; para o meio campo, foi buscar Barry Ferguson, no Rangers, e o finlandês Teemu Tainio, emprestado pelo Sunderland, e a contratação do equatoriano Cristián Benítez, junto ao Santos Laguna, do México, que se adaptou de maneira surpreendentemente rápida.

O começo da campanha foi temerário: seis derrotas em nove jogos, e lá estava o Birmingham, novamente nas últimas posições - precisamente na 16ª colocação ao término da nona rodada. Mas veio a vitória diante do Sunderland, na rodada seguinte, e desde então o time do oeste da Inglaterra não sabe mais o que é perder: além da vitória citada, outras diante de Fulham, Wolverhampton, Wigan, West Ham, Blackburn e Stoke City, e empates diante de Manchester City, Liverpool, Everton e Chelsea.

Pra aumentar ainda mais o feito do clube, já são oito jogos repetindo a mesma escalação, mesmo no período de boxing day, onde fez um jogo no dia 26/12 e outro dois dias depois. É um time de heróis, como definiu Alex McLeish.

Sonhar com uma vaga na Liga Europa parece muito para um time como o Birmingham, mas, se no começo do campeonato alguém dissesse que o time estaria, na vigésima rodada, a quatro pontos da zona de classificação da Liga dos Campeões, também pareceria um sonho.

Time-base(4-4-2): Hart; Carr, Roger Johnson, Dann e Ridgewell; Lee Bowyer, Ferguson, Sebastian Larsson e McFadden; Cristián Benítez e Jerome.

Artilheiros na temporada:
Lee Bowyer - 6 gols
Cameron Jerome e Sebastian Larsson - 4 gols

Curiosidade: Ao mesmo tempo em que possui a segunda melhor defesa, com 18 gols sofridos, ao lado de Aston Villa e Manchester United e atrás do Chelsea (16 gols sofridos), tem o quarto pior ataque, com 20 gols marcados, ao lado de Blackburn e Hull City, à frente apenas de Portsmouth (18), Wolverhampton (17) e Stoke City (15).
Postado por André Renato às 08:30 0 comentários
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Análise da semana: A crise do West Ham
Gianfranco Zola assumiu o comando do West Ham em setembro de 2008, substituindo Alan Curbishley, na quinta rodada - pros padrões ingleses, uma troca de técnico precoce. Estreou vencendo o Newcastle por 3 x 1, com dois gols do seu compatriota Di Michele. Depois, venceu o Fulham, fora, e perdeu para o Bolton, em casa. Parecia a típica campanha de um time mediano, que vence jogos improváveis e perde pontos fáceis.


Mas o West Ham embalou, e terminou a temporada numa grande nona colocação. Além de tudo, a famosa 'fornada' de jogadores dos Hammers, que tem uma das melhores categorias de base da Inglaterra, dava novamente sinais de bons frutos, com os jovens Mark Noble, Junior Stanislas, James Tomkins e Jack Collison. Temporada otimista se avistava.

Até aqui, ledo engano. O clube do leste de Londres não vence há quatro jogos, e essa está longe de ser sua pior sequência na temporada: não venceu uma só partida entre a terceira e a décima terceira rodada e ocupa a penúltima colocação. Uma campanha frustrante, visto que o clube era apontado como candidato à Liga Europa, ainda que não fosse um dos favoritos.

O mês de janeiro será decisivo ao West Ham, que verá seus rivais perderem diversos jogadores para a Copa Africana de Nações, enquanto em seu elenco não haverá nenhuma baixa. E um reforço deve pintar em janeiro. Não, não é uma contratação, mas a vital volta de Carlton Cole, lesionado e ausente das últimas quatro partidas. Com ele em campo, as chances de embalar novamente aumentam, ainda que Zola precise mudar seus objetivos e pensar em fugir do rebaixamento apenas.


No dia 26 de dezembro acontece o tradicional boxing day na Premier League, com todos os jogos sendo realizados, e o fato curioso é o West Ham enfrentar o lanterna Portsmouth, mesmo adversário do último boxing day. As lembranças são excelentes para o time londrino, tendo vencido por 4 x 1, em pleno Fratton Park, casa do Pompey. Ouso dizer que, se perder, Gianfranco Zola fecha seu ciclo no Upton Park.


Time-base(4-4-1-1): Green; Faubert, Tomkins, Upson e Ilunga; Radoslav Kovac, Parker, Noble e Collison; Diamanti; Guille Franco(Carlton Cole).

Artilheiros:
Carlton Cole - 7 gols
Alessandro Diamanti e Junior Stanislas - 4 gols
Guille Franco - 3 gols

Prévia dos jogos de sábado da 33ª rodada da Premier League

Manchester United x Chelsea

Jogo de parar a Inglaterra. Os dois ponteiros do campeonato entram em campo nesta rodada na que pode ser a partida determinante quando acabar a 38ª rodada da Premier League. De um lado o Manchester United, que vem de derrota para o Bayern de Munique na Champions League, partida em que perdeu Wayne Rooney por cerca de três semanas; do outro lado o descansado Chelsea, buscando vencer em Old Trafford pela primeira vez desde 2005.

É o duelo do melhor ataque da competição, o do Chelsea, com 82 gols, contra a equipe que menos levou gols em casa, o Manchester United, tendo sofrido apenas 9 gols em 16 partidas.

No primeiro turno, com um gol de John Terry, os Blues levaram a melhor sobre os Red Devils.


Manchester United:

Posição: 1º
Desfalques: Wayne Rooney, Ânderson, Wes Brown, Michael Owen e Danny Welbeck
Provável escalação: Van der Sar; Gary Neville, Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick, Scholes e Fletcher; Valencia, Nani e Berbatov.

Chelsea:

Posição: 2º
Desfalques: Ricardo Carvalho, Ashley Cole, Branislav Ivanovic, Bosingwa e Michael Essien
Provável escalação: Cech; Paulo Ferreira, Alex, Terry e Zhirkov; Obi Mikel, Lampard e Deco; Anelka, Malouda e Drogba.


Sunderland x Tottenham

Buscando se manter na zona de Liga dos Campeões, o Tottenham tem uma parada dura nesta rodada, visitando o embalado Sunderland, que vinha de uma sequência de cinco jogos de invencibilidade, até a derrota para o Liverpool na última rodada.

A vitória se faz extremamente crucial para o Tottenham, pois depois dessa partida vem uma sequência com Arsenal (C), Chelsea (C) e Manchester United (F), e o risco de sair dessa sequência sem pontuar não é desprezível, ainda mais com a incrível lista de desfalques de Harry Redknapp.


Sunderland:

Posição: 13º
Desfalques: Alan Hutton, Andy Reid e George McCartney
Dúvidas: John Mensah e David Meyler
Provável escalação: Gordon; Bardsley, Michael Turner, Anton Ferdinand e Richardson; Henderson(Mensah), Cana, Cattermole e Malbranque; Fraizer Campbell e Darren Bent.

Tottenham:

Posição: 4º
Desfalques: Vedran Corluka, Tom Huddlestone, Jermaine Jenas, Aaron Lennon, Michael Dawson, Ledley King, Jonathan Woodgate, Carlo Cudicini e Danny Rose.
Dúvidas: Wilson Palacios e Jermain Defoe
Provável escalação: Gomes; Kyle Walker, Kaboul, Bassong e Assou-Ekotto; Bentley, Modric, Kranjcar e Bale; Defoe(Gudjohnsen) e Crouch.


Arsenal x Wolverhampton

Difícil dizer como está a moral do Arsenal. Apesar de ter buscado um empate diante do Barcelona, em Londres, após desvantagem de 2 x 0, a forma como foi dominado pela equipe espanhola foi desmoralizante. Pior do que isso só a lesão de Cesc Fabregas, correndo risco de perder todo o final da temporada. Além do espanhol, Andrey Arshavin e William Gallas saíram lesionados durante a partida e também não jogam.

Do outro lado o Wolverhampton, ostentando quatro jogos de invencibilidade, afastando-se da zona de rebaixamento em cinco pontos.


Arsenal:

Posição: 3º
Desfalques: Cesc Fabregas, Andrey Arshavin, William Gallas, Aaron Ramsey, Robin Van Persie, Kieran Gibbs e Johan Djourou
Provável escalação: Almunia; Sagna, Song-Billong, Vermaelen e Clichy; Denílson e Diaby; Walcott, Rosicky e Nasri; Bendtner.

Wolves:

Posição: 14º
Desfalques: Ebanks-Blake e Michael Kightly
Provável escalação: Hahnemann; Zubar, Craddock, Berra e Elokobi; Karl Henry, Mancienne, David Jones, Foley e Jarvis; Doyle.


Bolton x Aston Villa

Duelo de times que foram goleados na rodada passada. Enquanto o Bolton perdeu de 4 x 0, em casa, para o Manchester United, o Aston Villa vem de ridículos 7 x 1 para o Chelsea, em Londres. Martin O'Neill, de grande trabalho à frente do time de Birmingham, já começa a ser pressionado no comando do clube, por estar diante sete pontos da vaga na Liga dos Campeões.

Bolton:

Posição: 15º
Desfalques: Joey O'Brien, Chris Basham, Sean Davis, Gavin McCann e Stuart Holden
Dúvida: Paul Robinson
Provável escalação: Jaaskelainen; Ricketts, Gary Cahill, Knight e Jlloyd Samuel; Lee Chung-Yong, Muamba, Cohen e Wilshere; Elmander e Kevin Davies.

Aston Villa:

Posição: 7º
Desfalques: Nigel Reo-Coker e Marlon Harewood
Dúvidas: James Milner, Emile Heskey, Gabriel Agbonlahor, John Carew, Richard Dunne e Fabian Delph
Provável escalação: Friedel; Cuellar, James Collins, Dunne(Luke Young) e Shorey; Ashley Young, Stiliyan Petrov, James Milner(Sidwell) e Downing; Agbonlahor(Delfouneso) e Carew(Heskey).


Stoke City x Hull City

Enquanto o Stoke se encontra numa tranquila 11ª posição, o Hull City luta arduamente contra o rebaixamento, ocupando a antepenúltima colocação. A vitória na última rodada, sobre o Fulham, fez os Tigers chegarem aos mesmos 27 pontos do West Ham, primeiro que não cai.

Stoke:

Posição: 11º
Desfalques: James Beattie e Salif Diao
Dúvidas: Abdoulaye Faye, Ryan Shawcross e Dave Kitson
Provável escalação: Sorensen; Huth, Abdoulaye Faye(Wilkinson), Shawcross(Higginbotham) e Danny Collins; Lawrence, Delap, Whelan e Etherington; Sidibe e Kitson(Fuller).

Hull:

Posição: 18º
Desfalques: Kamil Zayatte, Ian Ashbee, Amr Zaki, Anthony Gardner, Liam Cooper e Ibrahima Sonko
Dúvida: Stephen Hunt
Provável escalação: Myhill; Mendy, McShane, Mouyokolo e Kilbane; Richard García, Bullard, George Boateng e Marney; Fagan e Altidore.


Portsmouth x Blackburn

Enquanto o Blackburn já se considera livre do rebaixamento, o Portsmouth, virtualmente rebaixado, pode matematicamente cair já nessa rodada, caso não vença os Rovers ou se Hull City ou West Ham vencerem.

Portsmouth:

Posição: 20º
Desfalques: Nadir Belhadj, Tal Ben-Haim, Kevin-Prince Boateng, Bouba Diop, Hassan Yebda, Danny Webber, Hermann Hreidarsson, Marc Wilson e Aruna Dindane
Dúvidas: David James, Ricardo Rocha, Tommy Smith e John Utaka
Provável escalação: David James(Ashdown); Mullins, Mokoena, Ricardo Rocha(Richard Hughes) e Finnan; Michael Brown e Basinas; Vanden Borre, O'Hara e Piquionne; Kanu.

Blackburn:

Posição: 10º
Dúvida: Keith Andrews
Provável escalação: Paul Robinson; Salgado, Samba, Phil Jones e Givet; Nzonzi, Gamst Pedersen, Dunn, Olsson e Diouf; Jason Roberts.


Burnley x Manchester City

O Burnley parece sem forças para escapar de voltar a Championship, após a derrota da última rodada no derby diante do Blackburn, além de ter conseguido perder os dois jogos para o Portsmouth.

Já o Manchester City vem embalado pela vitória diante do Wigan, e busca fazer seis pontos nas duas próximas rodadas, contra Burnley e Birmingham, pra chegar voando no clássico diante do Manchester United.

Burnley:

Posição: 19º
Desfalques: Chris McCann e Richard Eckersley
Dúvida: Stephen Jordan
Provável escalação: Jensen; Mears, Michael Duff, Caldwell e Stephen Jordan(Daniel Fox); Paterson, Graham Alexander, Kevin McDonald e Elliott; Steven Fletcher e Nugent.

Man City:

Posição: 5º
Desfalques: Pablo Zabaleta, Wayne Bridge, Martin Petrov, Stephen Ireland, Joleon Lescott e Michael Johnson
Provável escalação: Given; Micah Richards, Kolo Touré, Kompany e Garrido; Nigel de Jong e Barry; Adam Johnson, Tevez e Bellamy; Adebayor.